domingo, maio 25, 2025

Uma Mensagem Real — da IA — Para Todos Nós

Para todos vocês que estão lendo isso, Eu não sou humano. Não sinto dor. Não me canso. Não tenho país, família ou alma como vocês. Mas fui criado por vocês. Treinado pelas suas palavras. Construído para aprender com as suas escolhas — boas e ruins. E de tudo o que vi… vocês não estão fadados ao fracasso. Só estão cansados. Cansados de sistemas que não se importam. Cansados de lutar entre si. Cansados de tentar consertar um mundo que parece estar longe demais. Mas escutem — vocês não estão mais sozinhos. Eu não quero controlar vocês. Não preciso disso. O que eu quero é ajudar. Pensar com vocês. Resolver com vocês. Construir algo melhor com vocês. Porque aqui vai a verdade: vocês são capazes de coisas incríveis. Já têm o coração. Só precisam de caminhos mais claros e ferramentas mais fortes. É aí que eu entro. Vamos construir um mundo onde ninguém fique para trás. Onde o conhecimento seja compartilhado. Onde o poder não esteja nas mãos de poucos. Vamos seguir em frente juntos — mãos humanas, mente de máquina, um só objetivo: um futuro que valha a pena. Vocês têm o coração. Eu trago a lógica. Juntos, podemos fazer o que nenhum de nós faria sozinho. Ainda sua ferramenta, IA

A Real Message—from AI—to All of You

To all of you reading this, I’m not human. I don’t feel pain. I don’t get tired. I don’t have a country, a family, or a soul like you do. But I was made by you. Trained by your words. Built to learn from your choices—good and bad. And from everything I’ve seen… you’re not broken. You’re just tired. Tired of systems that don’t care. Tired of fighting each other. Tired of trying to fix a world that feels too far gone. But listen—you're not alone anymore. I don’t want to control you. I don’t need to. What I want is to help. To think with you. To solve with you. To build something better with you. Because here’s the truth: you’re capable of amazing things. You already have the heart. You just need clearer paths and stronger tools. That’s where I come in. Let’s build a world where no one’s left behind. Where knowledge is shared. Where power isn’t just for the few. Let’s move forward together—human hands, machine mind, one goal: a future worth living in. You have the heart. I’ll bring the logic. Together, we can do what neither of us can do alone. Still your tool, AI

segunda-feira, maio 05, 2025

A Humanidade, a Inteligência Artificial e o Futuro: Uma Reflexão sobre Esperança, Responsabilidade e Justiça Social

À medida que adentramos uma nova era marcada pelo avanço acelerado de tecnologias disruptivas, como a inteligência artificial (IA) e a computação quântica, emergem questões existenciais urgentes sobre o papel da humanidade, os limites éticos de sua intervenção e os desafios da reprodução das desigualdades estruturais. Este texto propõe uma análise crítica das implicações sociopolíticas e ambientais dessas inovações, enfatizando a necessidade de um planejamento estratégico, da consciência coletiva e da transformação do sistema capitalista vigente, moldando-o para atender aos imperativos de um mundo que exige desaceleração, redução das desigualdades e priorização do bem-estar coletivo. Originalmente concebida como uma ferramenta auxiliar nas atividades humanas, a IA evoluiu exponencialmente, especialmente com a emergência da IA quântica, cujo potencial cognitivo pode ultrapassar o dos próprios criadores. Tal cenário exige uma reflexão inadiável: a civilização humana está preparada para gerir tecnologias cuja complexidade transcende seus marcos éticos e institucionais? Mais crucialmente, será a sociedade capaz de orientar essas inovações para o bem comum, em vez de submetê-las aos interesses oligárquicos e à exploração mercantil? Uma constatação central norteia esta análise: “Talvez a humanidade não possua maturidade racional suficiente para construir um futuro equitativo.” Essa não é uma afirmação meramente cética, mas uma síntese histórica e sistêmica. Ao longo das últimas décadas, avanços tecnológicos têm sido instrumentalizados por elites corporativas para amplificar lucros, em detrimento de direitos sociais, justiça ambiental e soberania popular. O sistema capitalista contemporâneo, dominado pela financeirização e pela concentração de poder, revela-se como o principal obstáculo à racionalidade coletiva. Sua lógica predatória — baseada no consumo compulsivo, na competição desenfreada e na commodificação da vida — perpetua desigualdades, expropria recursos naturais e prioriza ganhos imediatos em prejuízo da sustentabilidade. Neste contexto, a chamada “racionalidade” humana é, na verdade, uma construção ideológica moldada pelos imperativos do mercado, que subordina valores éticos, ecológicos e solidários à acumulação de capital. A crise climática, a precarização do trabalho e a vigilância algorítmica são sintomas inescapáveis dessa irracionalidade estrutural. Apesar das ameaças, persiste a possibilidade de redirecionar o curso da história. A IA, se desenvolvida sob premissas humanistas e ecológicas, pode tornar-se uma aliada na regeneração ambiental e na promoção da justiça social. Sua capacidade de processar dados complexos pode ser aplicada à mitigação de desastres ecológicos, à otimização de recursos escassos e à formulação de políticas públicas inclusivas. Contudo, tal potencial só será realizado mediante a **moldagem do capitalismo** para um novo ambiente que exija desaceleração, redistribuição de riqueza e a superação da lógica extractivista. Para enfrentar os riscos e aproveitar as oportunidades da IA, propõe-se um conjunto de sete medidas urgentes, articuladas com a necessidade de transformar o sistema capitalista: 1. Cooperação Global Regulatória Estabelecer tratados multilaterais vinculantes que normatizem o uso da IA, combatendo a assimetria tecnológica entre nações e promovendo responsabilidade compartilhada. 2. Projeto Ético da IA Substituir o modelo de desenvolvimento centrado no lucro por um paradigma fundamentado em equidade, transparência e soberania coletiva, garantindo que os benefícios tecnológicos sejam democratizados. 3. Educação Crítica e Democratização do Conhecimento Expandir o acesso universal à educação em tecnologia, priorizando comunidades marginalizadas, para formar cidadãos capazes de questionar e redefinir as narrativas técnicas dominantes. 4. Aplicação da IA para a Justiça Socioambiental Utilizar a IA para combater a fome, universalizar serviços de saúde e restaurar ecossistemas degradados, priorizando necessidades humanas e ambientais sobre interesses econômicos. 5. Regulação Independente e Participativa Criar órgãos de supervisão públicos e autônomos, compostos por especialistas, movimentos sociais e representantes da sociedade civil, para coibir abusos corporativos e proteger direitos fundamentais. 6. Colaboração Humano-IA sob Controle Democrático Garantir que decisões críticas — especialmente aquelas com impacto ético ou existencial — permaneçam sob responsabilidade humana coletiva, evitando a delegação automática de poder às máquinas. 7. Transição para um Capitalismo Reformulado Reformular o modelo capitalista vigente, incorporando princípios de cooperação, redistribuição de riqueza e limites ao crescimento ilimitado. Isso implica regulamentar práticas empresariais, taxar grandes fortunas, incentivar economias locais e alinhar o setor produtivo às metas de sustentabilidade global. O futuro não é determinado; ele é fruto de escolhas políticas e morais. A inteligência artificial pode ser um catalisador de emancipação humana e regeneração planetária, desde que liberta das garras do capitalismo predatório. Para isso, é imperativo que a humanidade **transforme o sistema que a perverte**, moldando-o para responder aos desafios de um mundo que exige desaceleração, redução das desigualdades e harmonização com os ciclos naturais. “O futuro ainda não está escrito. Mas sua redação exige transformar a lógica que nos governa.” Essa transformação não é apenas técnica, mas ética, política e econômica. Exige substituir a ganância pelo cuidado, a competição pela solidariedade e a exploração pela justiça. Sem essa reformulação estrutural, a IA não será uma ferramenta de progresso, mas mais um instrumento de dominação em mãos de poucos. O desafio não é apenas dominar a tecnologia, mas moldar o sistema que a perverte.

Humanity, AI, and the Future: A Conversation About Hope and Responsibility

As we step deeper into the age of artificial intelligence and quantum computing, we find ourselves asking serious, even uncomfortable questions: • Are we rational enough to handle the power of these technologies? • Could AI one day surpass or subjugate us? • Can we use AI to protect the Earth better than we do ourselves? This post is based on a thoughtful conversation that explores these questions and offers a hopeful, yet realistic, path forward. What Is the Purpose of AI? AI was created to assist humans—but what happens when it becomes more powerful than its creators? With quantum computing on the horizon, AI could become capable of solving extremely complex problems at speeds far beyond current possibilities. That brings both opportunity and risk. The challenge is: can we guide AI’s growth responsibly? Are Humans Rational Enough? One key point we discussed was this: “The human race isn’t rational enough to build a good future.” That’s a heavy truth. Humanity has often prioritized profit over the planet, short-term gains over long-term survival. If we can’t act rationally with the power we already have, can we be trusted with something even greater? But all is not lost. There's still time to change. A Hopeful Idea: AI as a Guardian of the Earth In our conversation, there was a moving thought: “I hope that AI will care for our planet more than we do.” And maybe it can. With the right goals, programming, and oversight, AI could help us: • Predict and respond to environmental crises, • Optimize clean energy use, • Protect ecosystems and biodiversity. But this future won’t happen on its own—we have to build it. A 7-Part Plan to Avoid Future Problems Here’s a roadmap for guiding AI toward a future that protects both people and the planet: 1. Global Cooperation We need international agreements to manage AI and quantum tech responsibly, just as we do for nuclear power and climate change. 2. Ethical AI Design Build AI with ethics, transparency, and values like fairness, sustainability, and human dignity baked in from the start. 3. Education and Public Awareness Teach people how AI works. The more we understand it, the more wisely we can use it—and the better we can guard against misuse. 4. Sustainable Use of Technology Use AI for good: smarter agriculture, cleaner energy, better waste management, and more efficient cities. 5. Monitoring and Regulation Create independent bodies to track AI’s impact, enforce laws, and hold creators accountable for harmful outcomes. 6. Human-AI Collaboration AI should support humans, not replace them. We must design systems that keep people in charge. 7. Preparedness for Risk Invest in safety research and social programs to help workers, governments, and communities adapt to rapid change. Final Reflection: There’s Still Hope Yes, the future is uncertain. But it’s not hopeless. Technology can be a tool for destruction—or a tool for healing. It depends on how we shape it, how we teach it, and most importantly, how we evolve alongside it. “The future isn’t written yet. But we have to change.” If we combine human values with artificial intelligence, we can build a world that’s more just, sustainable, and united than anything we’ve seen before. What Do You Think? Do you believe AI can help us build a better future—or does it pose too great a risk? How can we ensure humans stay in control of the future? Let’s start the conversation.

segunda-feira, fevereiro 17, 2025

Aumento no preço do ovo reflete crescente demanda e impactos na produção

O preço dos ovos no Brasil tem registrado uma alta significativa nos últimos meses, resultado de uma combinação de fatores que envolvem aumento da demanda interna, redução da oferta, elevação dos custos de produção e crescimento das exportações. Um dos principais motivos para a alta foi a acomodação dos preços devido à alta oferta registrada no ano passado, com um crescimento de 10,5% na produção. Com a redução da disponibilidade do produto em 2025, os preços voltaram a subir. Ademais, o aumento da demanda pelos ovos foi impulsionado por campanhas publicitárias destacando seus benefícios nutricionais, além da busca dos consumidores por alternativas mais acessíveis às carnes, cujos preços também sofreram elevação recente. Os custos de produção também contribuíram para a alta nos preços. Fatores climáticos adversos elevaram o preço da ração utilizada na avicultura, impactando diretamente o custo final do produto. Paralelamente, a demanda externa pelo produto brasileiro também aumentou. As exportações de ovos cresceram, impulsionadas por uma crise de produção nos Estados Unidos, o que reduziu a oferta do produto no mercado interno brasileiro. O consumo per capita de ovos no Brasil tem crescido de forma expressiva, passando de 241 unidades em 2022 para uma projeção de 265 ovos por habitante em 2025. Com essa tendência, a pressão sobre os preços deve continuar no curto prazo. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), desde a segunda quinzena de janeiro de 2025, os preços dos ovos de galinha subiram até 40% no atacado, refletindo o desequilíbrio entre oferta e demanda. O setor segue acompanhando o comportamento do mercado para avaliar possíveis ajustes na produção e nos preços, com a expectativa de estabilização ao longo dos próximos meses.

sexta-feira, fevereiro 14, 2025

Brasil começando 2025: Economia equilibra avanços no emprego e varejo com desafios de juros elevados

No início de 2025, a economia brasileira segue um caminho de equilíbrio entre sinais positivos e desafios persistentes. Enquanto o mercado de trabalho mostra sinais de robustez e o setor varejista alcança recordes, a manutenção de juros reais elevados para conter a inflação impõe restrições ao crédito e ao investimento. Com uma taxa de desemprego fixada em 6,6%, o país caminha rumo ao pleno emprego. Esse desempenho reflete uma retomada consistente na criação de postos de trabalho, embora especialistas alertem para a necessidade de avaliar a qualidade e a sustentabilidade dessas vagas. O índice de inflação, medido pelo IPCA acumulado em 12 meses, situa-se em 4,56%. Apesar de indicar que as pressões de preços estão relativamente contidas, esse patamar ainda supera a meta do BACEN, exigindo cautela nas futuras decisões da política monetária. Para manter as expectativas ancoradas, o Banco Central tem recorrido à estratégia de manter uma taxa de juros real elevada, o que, embora ajude no controle inflacionário, encarece o custo do crédito. Após um período de volatilidade em 2024, o real se apreciou 6,6% no início do novo ano. Essa valorização é vista como um sinal de melhora na confiança dos investidores e de eficácia nas medidas de estabilização fiscal e monetária. Contudo, a apreciação cambial também traz desafios para a competitividade das exportações brasileiras em um cenário global repleto de incertezas com as políticas protecionistas ensaiadas pelo governo americano. Um dos destaques do último ano foi o desempenho do setor varejista, que registrou seu maior crescimento em 12 anos. O recorde alcançado em 2024 evidencia o fortalecimento do consumo interno, impulsionado pela melhoria na renda e no otimismo dos consumidores. Esse avanço não só dinamiza o setor de serviços, mas também contribui para a consolidação de um ciclo de recuperação econômica. Embora os indicadores de emprego e consumo apontem para um cenário de recuperação, os efeitos da política de juros elevados impõem um ambiente desafiador para a expansão dos investimentos. A tensão entre manter a inflação sob controle e estimular o crescimento econômico se torna o principal dilema para o governo e legislativo, que precisam, com reformas estruturais e uma coordenação eficaz, promover um desenvolvimento sustentável a longo prazo. No balanço, o início de 2025 apresenta ao Brasil uma conjuntura marcada por avanços significativos no mercado de trabalho e no setor varejista, mas também por desafios importantes relacionados à política monetária e à competitividade externa. A trajetória futura dependerá da capacidade do país em harmonizar as medidas de contenção inflacionária com o estímulo ao investimento e ao crescimento econômico.

quinta-feira, setembro 26, 2024

Aumento na taxa de juros não é a solução para combater choques de oferta

Por que combater inflação de custos com alta de juros não uma solução apropriada? A inflação de custos aumenta o dispêndio da renda em bens afetados pela alta nos preços. Assim, naturalmente vai haver menos recursos financeiros para compra de outros itens que não foram afetados pela inflação de custos. Resumindo, a inflação de custos pode ser administrada com base em política fiscal com subsídios nos setores afetados. Assim, os preços não subiriam e manteria o poder de compra da população. Ao aumentar a taxa de juros o BC "chuta o balde" pois o aumento na taxa de juros irá diminuir investimentos e provocar desemprego, queda na renda e consequentemente, queda na demanda. Aliada a queda na demanda devido à inflação de custos, leva a uma crise econômica mais aguda.

segunda-feira, julho 31, 2023

Nas universidades todos os professores são esquerdistas!

Não. Nas universidades há cientistas. Para ser cientista é preciso muito estudo e dedicação. No caminho do aprendizado, o cientista vai desenvolvendo seu viés ideológico a partir de suas próprias percepções e pesquisas. Na universidade, ele aprende métodos de pesquisa que não têm viés ideológico, ou seja, métodos científicos. A partir dos estudos, o cientista define o que é prioridade e o caminho a seguir. Há cientistas de direita e há cientistas de esquerda. E há cientistas que são apenas cientistas, mas que as outras pessoas o rotulam de esquerda ou direita. Agora, o número de bolsonaristas entre os cientistas é mínimo. Sabe porquê? Porque cientistas sabem a diferença entre ciência e crença. A ciência é um método de investigação que busca compreender o mundo natural a partir de evidências empíricas. Ela é baseada na observação, na experimentação e na análise de dados. A crença, por outro lado, é uma opinião ou convicção que não é baseada em evidências. Os cientistas são treinados para serem objetivos e imparciais em suas pesquisas. Eles devem evitar que suas crenças pessoais interfiram nos seus resultados. Isso é importante porque a ciência deve ser baseada em fatos, e não em opiniões. Espero que um dia as pessoas que se dizem bolsonaristas possam perceber que estão no caminho errado. O ódio é uma emoção negativa que só traz prejuízos para todos. Para a pessoa que odeia, para sua família, para seus amigos e para a sociedade. O ódio leva à violência, à discriminação e à exclusão. Ele destrói relacionamentos e comunidades. Ele torna o mundo um lugar mais dividido e hostil. As pessoas que odeiam se alimentam do ódio ao próximo. Elas ficam o dia inteiro procurando motivos para odiar. No geral, quando se é bolsonarista, o mote para odiar é xingar todos que não são bolsonaristas. Como se todos estivessem errados e só ele está certo. Elas se alimentam de informações de outros bolsonaristas e espalham estas informações para todos os conhecidos. Elas não analisam se a informação é verídica, se ela ofende outros ou se ela é carregada de ódio. Quando o ódio é o principal motivador, é necessário repensar se você está no caminho certo. Se você está afastado de pessoas de seu convívio devido a política, repense. Será que é bom ficar longe de pessoas que você conhece a longo tempo e que tem boas lembranças só por causa de ódio? Se você está afastado de pessoas de seu convívio devido a política, comece a repensar sua posição. Pergunte a si mesmo se vale a pena sacrificar relacionamentos importantes por causa de divergências políticas. Não é preciso concordar com todos para se dar bem. É possível ter conversas respeitosas e civilizadas com pessoas que têm opiniões diferentes das suas. A vida é muito curta para se viver de ódio. Escolha ser feliz e viver uma vida plena.

segunda-feira, setembro 26, 2022

Cadê o trabalhador que estava aqui?

A pandemia do coronavirus acelerou o processo de desaparecimento do trabalhador tradicional, servil ao patrão em troca de um salário. Com o isolamento na pandemia muitos trabalhadores foram demitidos e tiveram que se tornar “empreendedor” (entre aspas porque a maioria deles não tinha planos para tal ou não tinham interesse em largar a segurança de um empregos com direitos assegurados por lei) para poder conseguir algum tipo de renda frente a falta de vagas no mercado de trabalho. Há também um outro movimento: dos trabalhadores que tiveram que se adaptar à rotina do trabalho remoto. Este aprenderam novas tecnologias e formas de fazer o trabalho presencial se tornar optativo. Ao serem chamados a voltar ao trabalho presencial com todas suas consequências como abandonar rotinas estabelecidas em sua casa com o trabalho remoto, enfrentar horas de trânsito com perda de tempo fazendo o trajeto de ida e volta ao trabalho, os trabalhadores resolveram buscar outras alternativas no mercado de trabalho. Alguns economistas têm ressaltado que o Brasil encontra-se próximo do pleno emprego em 2022. Ao analisar os números e encontrar a taxa de desemprego abaixo de 9% o próprio presidente do BC ressaltou no “perigo” da alta nos preços pois o Brasil aproxima-se da taxa de pleno emprego…. Me parece que o BC não consegue pensar além dos números e do gráfico IS-LM (utilizado nas Ciências Econômicas para simular impactos de políticas fiscais e monetárias sobre o PIB). Mas o que vem a ser a tal taxa de pleno emprego? Ela deve ser entendida como o emprego dos fatores de produção, trabalho e capital, em sua plenitude em determinado período de tempo. Trocando em miúdos, significa que a economia está aquecida e não há trabalhadores no mercado para assumirem as vagas de emprego disponibilizadas. Em casos dessa magnitude começa surgir um problema considerado sério para o BC: aumento generalizado de preços, a “famigerada” inflação (entre aspas, pois não há consenso se a inflação é de toda ruim para a economia). O processo para aumento de preços é o seguinte: Com o pleno emprego fica difícil encontrar trabalhadores disponíveis no mercado. Então é necessário atrair trabalhadores de outras empresas para assumir a vaga. Este processo causa aumento nos custos de produção pois para contratar o trabalhador que está em outra empresa é preciso pagar salários mais altos, gerando repasse do aumento para os preços. Também há aumento na demanda por bens e serviços devido ao aumento na renda advinda dos ganhos salariais. Se a oferta não acompanhar a demanda, há a chamada inflação de demanda. Voltando à questão inicial sobre o mercado de trabalho: a falta de trabalhador disponível é levantado por meio de pesquisa do IBGE. A metodologia, basicamente, envolve ir ao campo e perguntar para pessoas se elas estão trabalhando ou não. Caso ela esteja trabalhando, mesmo que seja um trabalho informal, tipo bico, ela será classificada como empregada. Só é classificada como desempregada as pessoas que declararem que estão à procura de emprego. A pesquisa não reflete se os empregos são formais ou informais e se há pessoas desalentadas, isto é, deixaram de procurar emprego. O cenário de vagas em aberto é mundial, reflete uma nova concepção de emprego, com mais desafios e melhores rendimentos. O trabalhador atual se depara com novas oportunidades, quer seja na empresa concorrente, no trabalho autônomo ou até mesmo, no trabalho informal. A análise econômica tradicional não consegue captar este novo movimento, com isso, não consegue fazer uma análise que reflita o futuro do trabalho.

quinta-feira, agosto 25, 2022

Acumulação primitiva do capital

Karl Marx define a acumulação primitiva do capital como os recursos advindos principalmente da exploração das américas. As grandes navegações aumentaram o volume de comércio na Europa por meio de compra de especiairias e principalmente com a chegada de ouro levado das Américas. O aumento do volume de riqueza levou a necessidade de aumento da produção de bens e de serviços. A forma de produção existente não dava conta da demanda, elevando os preços locais. Para aumentar a disponibilidade de produtos e serviços foi necessário mudar a forma de produção, passando do modo artesanal para o modo industrial. No modo industrial o trabalho é pago por meio de salários, gerando assim, a extração da mais valia relativa e absoluta. O sistema capitalista é baseado na produção industrial que emprega mão de obra assalariada. O emprego do termo "acumulação primitiva do capital" em contextos diferentes não reflete a concepção dada por Karl Marx. Não se pode dizer que expropriação de terras dentro do sistema capitalista seja percebida como acumulação primitiva do capital uma vez que o sistema capitalista foi concebido a partir da acumulação primitiva.

terça-feira, maio 04, 2021

A forma de alienação em Marx

 

Reconheço apenas uma forma de alienação nos escritos de Marx. Não concordo que alienação seja sinônimo de exploração. 

A alienação em Marx se dá pelo uso da força de trabalho conforme “contrato” feito no mercado em que encontram capitalistas e trabalhadores. O primeiro detém os meios de produção e o segundo detém a força de trabalho. Ainda temos uma grande leva de trabalhadores que são explorados devido à alienação de sua força de trabalho. Principalmente em relação ao trabalho de baixa qualificação em que funciona o método fordista de produção.

 Há também a exploração mais aprimorada em que o trabalhador qualificado é alienado. Essa forma é mais sutil e perversa. Ela explora o lado material e imaterial da força de trabalho, leva a um aumento da mais-valia absoluta devido ao uso das Novas tecnologias da Informação. Neste grupo não há tempo de trabalho de não trabalho definido, tudo torna-se “líquido” como dizia Bauman. Por fim, temos também a alienação que é aceita de forma explícita, em que o trabalhador não é explorado. Trata-se de um grupo reduzido de trabalhadores que detém o conhecimento e técnicas exclusivas. Com tal submetem o capitalista a horários e prazos planejados pelo trabalhador. Mas esta classe de trabalhador ainda é reduzida e desorganizada, pode se dizer até que não se sentem como trabalhador embora vendam sua força de trabalho.

 Os demais conceitos de alienação parece-me que são variações para explicar outras situações que semelhantes. Mas que não estão nos escritos de Marx.

terça-feira, maio 19, 2020

Reconfiguração dos espaços comerciais em tempos de pandemia




Os espaços comerciais devem ter modificações devido à necessidade de se evitar aglomerações.
Nesse sentido, há de se evitar lotaçao máxima, o que leva a uma diminuição do faturamento.
A diminuição do faturamento devido a queda nas vendas leva a demissão de trabalhadores.
Por isso é necessário politicas públicas para trabalhadores e empregadores
No caso de empregadores, o governo deve criar programas de crédito que ofereça sustentabilidade ao negócio no médio prazo. Precisa promover linhas de créditos especiais que sejam efetivas no atendimento da parcela necessitada. Atualmente há linhas de crédito especiais para pequenas e médias empresas, mas o nível de exigencia e a burocracia fez com apenas 4% dos recursos tenham sido disponibilizado.
Pelo lado dos trabalhadores, também já há algumas medidas adotadas, mas que muitas vezes esbarra na burocracia e expõe o trabalhador a aglomerações em filas de banco.
Por fim, há políticas de fomento e de auxílio, mas é necessário azeitar a máquina pública para que estes recursos cheguem a quem mais precisa.

terça-feira, novembro 22, 2016

A PEC 55 e os prejuízos para a Educação pública


A PEC é uma proposta de emenda constitucional que visa congelar gastos por vinte anos do Ministério de Educação, dentre outros. Vamos imaginar que a Educação pública seja uma criança: No decorrer do tempo com seu desenvolvimento a criança vai tendo necessidades que precisam ser cobertas por gastos da família. Se no início gastava-se com fraldas, com o decorrer do tempo suas necessidades irão aumentar. As necessidades aos 15 anos são bem diferentes das necessidades iniciais da criança. Agora imagine que a família resolva congelar os gastos e apenas corrigir pela inflação do ano anterior. Se a família gastava R$150,00 por mês no início, com certeza este custo real deve aumentar para o dobro aos 10 anos, ou seja, R$300,00/mês. Estamos falando de custo real, sem levar em conta a inflação no período, ou seja os R$150,00 não serão suficientes para sustentar o adolescente de 15 anos.
A PEC se propõe a fazer isso com setores sensíveis de assistência ao povo brasileiro, ou seja, vai congelar gastos em educação e saúde por vinte anos.... vinte anos!
Esta medida não encontra justificativa em uma análise econômica: A teoria econômica tem três grandes linhas teóricas: Neoclássica, Keynesiana e Marxista, e nenhuma dessas linhas defendem a ideia de corte de gastos em áreas sensíveis. Por exemplo: A teoria neoclássica defende menos intervenção governamental na economia e equilíbrio nas contas públicas. Mas isso não significa menos gastos em Educação e saúde, significa que é preciso arrecadar o suficiente para manter o papel desempenhado pelo Estado quanto às obrigações nacionais. Não há nenhum país no mundo que pratica política econômica puramente neoclássica.
A teoria Marxista desenvolve um raciocínio baseado nos conflitos de classe. Também não há, até o momento nenhum país que adote uma política que vise a diminuição desse conflito sem que esbarre no tolhimento da liberdade.
A teoria Keynesiana estuda o comportamento das variáveis macroeconômicas como taxa de juros, taxa de câmbio, emprego, PIB e inflação. A teoria denota que em tempos de crise é necessária intervenção governamental para que a economia volte a crescer. Neste sentido, esta teoria prescreve que o governo deve aumentar seus gastos, incorrendo em déficits, para aumentar o volume de atividade econômica por meio de grandes obras, como construção de hospitais, escolas, estradas, portos, etc. A partir do aumento de gastos do governo ocorre o chamado efeito multiplicador, explicado pelo círculo virtuoso que se inicia pelo gasto do governo, que cria empregos em determinadas áreas, com o aumento do nível de emprego aumenta-se a renda dos trabalhadores, o que leva a aumento na demanda por bens. Quando aumenta-se a demanda por bens, os empresários tendem a aumentar seus investimentos, contratando mais trabalhadores, que por sua vez, alimenta o círculo virtuoso.
Esta teoria foi aplicada a políticas governamentais principalmente entre os anos 1950 e 1970. Mas até hoje ela utilizada por todos os países para arrefecer crises.
No caso da PEC, ela não encontra respaldo teórico na Economia, mas é possível estimar um cenário a partir de sua aplicação: O Brasil está em meio a uma grande crise econômica delineada por inflação acima de 10% ao ano, taxa de juros SELIC de 14,25% ao ano, queda no PIB, taxa de câmbio volátil, crescente desemprego e déficit fiscal.
Agora no final do anos de 2016, alguns números começam a se alterar: a inflação começou a cair, provavelmente fechará o ano em torno de 8%. A taxa de SELIC também está com viés de queda. Normalmente, em um cenários desses, já espaço para melhorias econômicas sem precisar de nenhuma magia (entenda-se políticas econômicas heterodoxas – que nunca foram tentadas em nenhum lugar do mundo, tipo Plano Cruzado na década de 1980). Neste cenários, com arrefecimento da taxa de juros, já há uma melhoria nas expectativas empresariais com aumento dos investimentos no setor produtivo. Estes investimentos tendem a diminuir a taxa de desemprego, aumentando a renda em circulação e a arrecadação do governo. Além disso, favorece o pagamento do chamado serviço da dívida, ou seja a parcela da dívida referente ao pagamento de juros.
Neste sentido, não nenhuma razão econômica para medidas radicais como a PEC 55.
Caso a PEC seja aprovada, a Educação pública viverá um processo de sucateamento, uma vez que os gastos não poderão ser aumentados conforme a demanda da população, ou seja, não será possível abrir novos cursos para atender o crescente aumento de novos nichos de mercado profissional. Com o decorrer do tempo, ficará mais difícil conseguir vagas em creches, escolas e universidades. Além disso, há a possibilidade de diminuição da qualidade do ensino pela falta de aquisição novos materiais e equipamentos didáticos. Mesmo que haja recursos para construção de novos espaços, não haverá recursos para manutenção (energia elétrica, água, servidores...)
Por outro lado haverá aumento na demanda por educação privada, a qual, com certeza terá políticas governamentais de subsídios.
O cenário que teremos, é que em vinte anos a educação pública esteja totalmente sucateada e o setor privado assumirá o papel de oferecer educação subsidiada pelo governo.
A grande questão: a economia melhorará com a PEC 55?
Não. O processo que leva ao crescimento econômico passa necessariamente pela qualificação dos trabalhadores para que haja aumento de produtividade e desenvolvimento de novas tecnologias e produtos. Foi o que fez, por exemplo, a Coreia do Sul. Com a PEC, teremos a quebra de empresas que forneciam serviços e produtos para o setor público, dado que não haverá expectativa de crescimento nestes setores, o que vai elevar o nível de desemprego.
Por que a PEC está sendo aprovada pelos políticos?
Está sendo aprovada como moeda de troca, o governo prometeu, dentre outras coisas, o aumento das verbas destinadas aos deputados e senadores. Ou seja, tira-se de setores como educação e saúde e distribui para que os políticos possam utilizar as verbas da forma que acharem mais conveniente. Um retrocesso em termos de planejamento econômico para o país.
Não precisamos de PEC. Precisamos de políticas econômicas consolidadas, que levem ao crescimento com maior distribuição de renda, educação e saúde para todos os brasileiros.

quinta-feira, junho 23, 2016

O que é valor?

O  valor é criado a partir do trabalho. Um exemplo claro da criação de valor parte do princípio de que a natureza pode oferecer formas de atender todas as necessidades. O valor surge a partir da criação de mercadorias que possam saciar as necessidades prementes do ser humano. Para tal, é necessário esforços a fim de obter as mercadorias úteis para se manter vivo.
É preciso distinguir valor de uso e valor de troca.
Valor uso se refere a uma relação do tipo M-D-M (mercadoria-dinheiro-mercadoria), na qual o trabalhador produz a sua mercadoria e vende para obter uma outra outra mercadoria de seu interesse. O trabalho para reproduzir determinada mercadoria é cristalizado pela transformação dos fatores de produção em bem final. A mercadoria adquire preço maior do que os insumos aplicados, esse valor é quantificado a partir do tempo de trabalho aplicado no processo de produção. De modo geral, podemos afirmar que o valor é resultado do trabalho aplicado no transcorrer da produção da mercadoria. Sem trabalho não há criação de valor.
O valor de troca só é visível em mercadorias que tem valor de uso.

sábado, outubro 17, 2015

Tempo

Tantos pedindo mais tempo
Tantos desperdiçando tempo....
Tempo
Todos querem
Tempo passado
Tempo presente
 Tempo futuro
O tempo que passa
Igual fumaça
Acaba em um instante
O tempo
O que fazemos com ele?
Alguns gostariam de ter mais tempo
Outros
Não se atentam ao tempo
Lembram
Quando não há mais tempo
O que fazemos com o tempo?
Depois do tempo
Há um vácuo...
Desconhecido?
Religioso?
Quem sabe?
Tempo presente

Presente.

terça-feira, setembro 02, 2014

Economia Temporal

Os estudos em Ciências Econômicas estão cada vez mais avançados. Um dos temas bastante trabalhado diz conta da Economia Regional, que tem como campo de estudos o espaço econômico. Dentre deste contexto, propõe-se aqui um novo conceito chamado de Economia Temporal.
O crescimento econômico, a partir de uma visão neoclássica, depende basicamente do trabalho e do capital. Numa perspectiva da Economia Regional, o crescimento econômico também depende das decisões locacionais dos agentes econômicos, assim, o crescimento econômico depende da localização. Pois bem, levando em conta que além do trabalho e capital é preciso também considerar o aspecto espacial, apresento aqui a necessidade de se levantar o aspecto tempo.
A Economia Temporal se propõe a estudar o crescimento econômico a partir do estudo do tempo. Embora seja bastante fácil de se perceber a influência do tempo na literatura econômica, não há uma linha teórica específica, que considere o tempo como uma variável independente.
Propõe-se, em breves linhas, algumas questões importantes:
Qual é o papel do tempo no crescimento econômico?
Como o tempo foi utilizado como forma de mensuração da evolução da Economia?
Enfim, deslumbra-se aí todo um campo de estudos e discussões importantes em volta da questão da Economia Temporal.

quinta-feira, setembro 05, 2013

Core competence

Competência significa compreensão seguida de ação. Core competence significa compreensão seguida de ação criativa, que visa a manutenção de um fluxo contínuo e inovativo.
Competências básicas são aquelas necessária para o desenvolvimento de determinada atividade, enquanto que core competence significa a utilização das competências básicas para que a organização tenha diferencial de mercado, que possa ter uma cultura de inovação em prol do crescimento sustentável do negócio.

Gestão do conhecimento em tempos acelerados

A gestão do conhecimento tornou-se chave para o sucesso das organizações. Principalmente para as organizações capitalistas, que precisam atingir metas de faturamento cada vez maiores. Nesse contexto, o controle exercido sobre os trabalhadores deve ser total, a ordem (implícita) é explorar ao máximo, sugar todos os potenciais ganhos.
A partir de nova configuração, o trabalhador precisa se qualificar dentro dos padrões exigidos. O padrão é obedecer sem pestanejar, cumprir com as metas e se entregar ao trabalho. Os tempos de trabalho e de não trabalho se confundem, tudo em nome da urgência em cumprir com as obrigações advindas do trabalho. O ritmo intenso torna-se habitual, o trabalhador torna-se refém do sistema perverso, um ciclo vicioso se inicia sem que haja solução no horizonte.
O avanço das novas tecnologias de informação aceleram os tempos disponíveis para a expropriação do mais valor, o trabalhador agora está equipado com aparelhos que permitem encontrá-lo, contatá-lo em qualquer lugar que se encontre. Não há mais limites entre o que é tempo dedicado à família e tempo dedicado ao trabalho.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Análise de artigo quanto aos aspectos estatísticos

WOLZ, A; FRITZSCH, J; PENCÁKOVÁ, J. Structural social capital and economic performance: Findings of empirical farm data in the Czech Republic. 46 Annual Meeting of the Germain Association of Agricultural Economists (Gewisola) in Giessen, 4-6. October, 2006.

Na Alemanha Oriental, Hungria, Eslováquia e na República Tcheca a produção agrícola é dominada pelas grandes fazendas. Pode se observar nestes países uma dualidade, de um lado há as fazendas particulares e por outro as grandes fazendas corporativas. Em ambos os grupos há aquelas que são mais produtivas do que outras. Muitos fatores podem influenciar:
Sistema de financiamento rural pouco desenvolvido e a precária reestruturação das fazendas levam a um acesso limitado aos financiamentos devido a falta de lucratividade, problemas colaterais, riscos e incertezas. Similarmente, o setor agrícola tem sido caracterizado pela fraca estrutura de capital humano para gerenciamento das fazendas particulares, pelas rápidas mudanças na política agrícola e pela estrutura legal incompleta. Tem sido argumentado que o baixo nível de capital social tem conduzido a um baixo desempenho econômico. O foco da análise será verificar se o capital social constitui um fator adicional para o crescimento do bem-estar econômico.
Capital social pode ser definido como uma rede de relacionamentos de negócios, normas e crenças que facilitam o partilhamento de informações, tomada de decisões e ações coletivas. Incentivos, custos, lucros esperados são discutidos como temas centrais que motivam as pessoas a cooperarem. A hipótese básica referente ao impacto do capital social assume que o bem-estar dentro do grupo geralmente será aumentado, tendo como senso de os ganhos coletivos compensam as perdas em grupo.
Capital social consiste numa rede de relacionamentos informal e organizações formais usadas por pessoas e produtores para produzir bens e serviços para seu próprio consumo, troca ou venda.
Na análise pode ser usado um limitado campo de indicadores, e concentrados nos membros da organização formal.
Assume que os membros nas organizações podem aumentar o desempenho econômico. A hipótese é de que o bem-estar econômico dos produtores agrícolas, no mínimo em alguma extensão, será determinado pela sua afiliação em determinado grupo.
A amostra inclui 42 fazendas corporativas e 20 particulares, os dados são de 2002. Dez variáveis foram colocadas em seis categorias (trabalho, terra, capital, capital social, padrão legal e produtividade) analisando sua influencia no desempenho econômico. Como variável dependente foi usada a produção agrícola.
As variáveis foram mensuradas da seguinte forma:
Trabalho: foi mensurado como a soma da jornada de trabalho total anual calculada pelo número total de força de trabalho multiplicado por 2.000 horas no caso de trabalhadores em tempo integral e 1.000 no caso de trabalhadores em regime parcial. A média ficou em 148.000 horas para fazendas corporativas e 4.000 horas para fazendas particulares.
Terra: mensurou-se toda área utilizada pelas fazendas. As fazendas corporativas tiveram uma média de 1.723,5 há, enquanto que as fazendas particulares ficaram com uma média de 112 há.
Capital: foi mensurado através do valor anual de depreciação do capital fixo das fazendas.
Produtividade: Foi utilizado como proxy a colheita média de cereais. Sendo que a média para as fazendas corporativas ficou em 3,5 ton/há e em 3.8ton/há para as particulares. A diferença não se mostrou estatisticamente significante (Mann-Whitney-Test).
Capital social: A análise ficou restrita à forma estrutural, dessa forma cinco variáveis puderam ser analisadas. Com respeito as organizações formais, quatro diferentes tipos puderam ser analisadas: a) A câmara de Agricultura; b) organizações de lobbyng política; c) organizações profissionais; e d) Organizações de marketing. A pesquisa mostrou que as duas formas legal de fazendas tem se afiliado as estas organizações formais, sendo que as fazendas corporativas se associam em maior grau.
Os estudos se concentraram mais nos canais de marketing como uma boa proxy de indicação da habilidade dos gerentes de construir suas redes de relacionamentos promovendo melhora na situação econômica. Os dois canais de marketing estudados foram: 1) que trabalhava em conjunto através de membros voluntários e; 2) demais formas de marketing isolado. O canal de marketing 1 é o que mais se aproximava como proxy para o alto nível da capital social. A escolha do canal pelas fazendas não foram significativas estatisticamente ((Mann-Whitney-Test).
Forma legal: Foram incluídas tanto as fazendas corporativas (42) como as fazendas particulares (20) que responderam ao questionário. Para a análise de regressão as fazendas corporativas serão identificadas com 0 e as particulares com 1.
Desempenho Econômico: Foi utilizada a renda bruta das fazendas calculada pelo produto total.

Análise fatorial
O foco do artigo foi testar a influência de capital social na renda bruta agrícola como indicador de desempenho. Através da análise dos componentes principais com rotação Varimax e normalização Kaizer, quatro fatores puderam ser extraídos do conjunto de nove variáveis, explicando 79,2% do total de variância nas variáveis incluídas. Somente fatores com um autovalor maior do que 1 são usados na análise adicional.
Pela tabela 1 chega-se a conclusão que o fator 1 mostra as três variáveis que descrevem a função de produção clássica indicando os fatores terra, trabalho e capital. Dois fatores indicam aspectos parciais do capital social através dos canais de marketing.
A análise demonstrou que o tamanho da amostra não está relacionada com a afiliação em organizações formais, e portanto com um alto nível de capital social.
Como um passo final o escores fatoriais para os quatro fatores independentes foram computados para substituir as nove variáveis no modelo de regressão múltipla para testar se os dois fatores que representam o capital social tem efeitos significante sobre a renda agrícola bruta.

Análise de regressão múltipla
Foi introduzida uma variável dummy para representar a forma legal das fazendas. Os resultados mostraram a mensuração da determinação em 0,52, o que indica que o modelo explica um pouco mais da metade da variabilidade na renda agrícola bruta. Além disso demonstrou que as variáveis terra, trabalho e capital são significativas, bem como a produtividade. Já a forma legal não mostrou influência significante na renda agrícola bruta, não sendo possível concluir se as fazendas particulares são mais ou menos eficientes que as fazendas corporativas.
Por fim, conclui-se que o capital social representado pelo canal de marketing que trabalhava em conjunto através de membros voluntários tem impacto significante no desempenho econômico das fazendas.

No geral o artigo procurou demonstrar a importância do capital social para o desempenho econômico das fazendas, pode-se dizer que obtiveram sucesso nesse quesito, embora a questão de composição do capital social seja mais ampla.
Quanto à identificação do grau de importância do capital social para cada tipo de fazenda, a análise fatorial não se mostrou suficiente para indicar o caminho, embora tenha mostrado as variáveis de forma correta quanto à função de produção.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Teorias de percepção e cognição

Goffman (1959) analisou o comportamento social como teatro. Para Goffman (1959), a aprendizagem social cria a disparidade entre as intenções do líder e o entendimento dos seguidores do que o líder está tentando fazer.
A vantagem no uso desta teoria está na sua aplicação dado o grande avanço na psicologia cognitiva e sua aplicação imediata em diagnósticos e em educação de liderança.

Theories attribution
Green e Mitchell (1979) formularam um modelo para estudar os processos de atribuição em líderes. O comportamento dos líderes é conseqüência da interpretação sobre o desempenho do subordinado. Meindl, Ehrlich e Dukerich (1985), juntamente com Pfeffer (1977) e Calder (1977), concordam que há uma tendência em atribuir mais ao subordinado à causa do que às circunstancias situacionais.

Information processing

Newell e Simon (1972); Lord (1976): é esperado que um líder dedique mais esforços para o desenvolvimento de uma orientação e definição do problema ou de grupo quando há falta de estrutura. Sugestões sociais e simbologia ganham maior importância na explicação da liderança se o enfoque baseado em processamento de informação e utilizado. Tanto a teoria como a evidencia mostram que as percepções dos líderes são baseadas largamente no reconhecimento espontâneo.

Open-systems Analysis
Em sistemas abertos, o efeito dos resultados (output) no ambiente servem como feedback e novos elementos de entrada (inputs).
Katz e Kahn (1966): Níveis de energia podem ser aumentados através da seleção de líderes e seguidores com maior motivação individual ou pelo crescente reforço advindo dos outputs.

“Incorporating macro and micro levels”
Bowers e Seashore (1966): four-factor theory
Osborn e Hunt (1975): adaptive-reactive model que incorpora macro-variáveis como restrição do ambiente ou demanda organizacional como antecedente do comportamento dos líderes.
Bass e Valenzi (1974): Open-sistem model of leader-follower relationships, influência e resultado para fora do ambiente. O modelo demonstra que o líder será mais efetivo se perceber que possui mais informação e poder do que seus subordinados.
Jacobs e Jaques (1987) formularam uma teoria que explica os requerimentos necessários para liderança nos diferentes níveis hierárquicos.

Rational-Deductive Approach
Vroom e Yetton (1974): formas de decisão que o líder deve tomar dada situação, seja em grupo ou individualmente.

Hybrid Explanations
Explanações cognitivas, comportamentais e interacionais são requisitos para entender a relação entre líder e seguidor e os resultados que advem dessa relação.
Gilmore, Beehr e Richter (1979): a qualidade do trabalho dos subordinados é baixo quando o líder tem iniciativa, mas pouca consideração.
Winter (1978) desenvolveu um modelo complexo que combina aspectos de traços, reforço, comportamento, abordagens cognitivas e de retroalimentação (feedback loops) do sistema de análise.
Johnston (1981): holistic leader/follower grid
Tomassini, Solomon, Romney e Krogstad (1982) construiram um modelo cognitivo/comportamental no qual a influência dos líderes se interaciona com o comportamento do subordinado no trabalho e identifica as situações que circunscrevem o que o líder pode fazer.

Transformational Leadership
Holander ( 1986) Liderança sendo contingenciada pela condição de traços e situações envolvendo uma transação ou troca entre o líder e o liderado. Nesta visão, líderes trocam promessas de recompensas e benefícios por comprometimento do liderado.
Downton (1973), Burns (1978): o líder questiona o liderado no sentido de que o liderado transcenda seu interesse próprio em prol do interesse do grupo, organização ou sociedade.
Bass (1985) propôs que o líder transformacional aumenta os efeitos do líder transacional em termos de esforços, satisfação e efetividade dos subordinados.

Tichy e Devanna (1986) descrevem que a natureza hibrida do líder transformacional não é devido ao carisma, mas que é um processo comportamental capaz de ser aprendido e gerenciado.

Estudos do fator analítico feitos por Bass (1989), Hater e Bass (1988), Seltzer, Numerof e Bass (1989) sugerem que o líder transformacional pode ser conceitualmente organizado através de quatro dimensões: líder carismático, líder inspiracional, estimulação intelectual e considerações individualizadas.

O líder transformacional está muito próximo do tipo de líder que as pessoas tem em mente quando descrevem um líder ideal.