quinta-feira, novembro 29, 2007

Mais-valia flexível

Definição
Mais-valia resultante do processo de reestruturação produtiva. Consiste no acúmulo de tarefas assumidas pelos trabalhadores devido às mudanças no mercado de trabalho. Os trabalhadores precisaram se adaptar às exigências do capital. Isso significou maior carga de trabalho disfarçada, o trabalhador desempenha as suas atividades durante a jornada de trabalho oficial e extra-oficial. A competitividade entre empresas trouxe maiores necessidades de adaptação às demandas de mercado. O ritmo acelerado exige trabalhadores competitivos, concentrados em suas atividades laborais e que estejam sempre inovando. Estas novas exigências fazem com que o trabalho extrapole o horário oficial, tornando o trabalhador um ser unilateral, colocando todas as suas capacidades para manter-se no emprego.
Com isso, temos este novo conceito, que é um misto da mais-valia absoluta e mais valia relativa.

segunda-feira, outubro 22, 2007

A situação de alienação do trabalhador e seu impacto na divisão social do trabalho, trabalho socialmente necessário e trabalho necessário.

Divisão social do trabalho siginifica a divisão de atribuições para a produção de diferentes mercadorias, quanto mais mercadorias de diferentes usos forem criadas maior é a divisão social do trabalho. As inovações proporcionadas pela tecnologia proporciona uma miríade de produtos de diversas utilidades, contribuindo dessa forma para uma maior divisão social do trabalho. A divisão social do trabalho atual proporciona o acesso a uma proporção de mercadorias bem maior do que no início do século XX. Na década de 1980 por exemplo, poucas pessoas tinham acesso a internet ou a celulares, sendo que atualmente muitas pessoas não conseguem se ver sem tais mercadorias. Quanto maiores as necessidades criadas pela mídia, maior será a divisão social do trabalho. Hoje o setor de serviços é que mais cresce no mundo, até a década de 1970 o setor que dominava era a indústria, ou seja as transformações resultantes da reestruturação produtiva proporcionaram novas mercadorias e serviços.
O trabalho socialmente necessário é um conceito relativo a quantum de trabalho. Uma mercadoria será avaliada pelo tempo de trabalho utilizado para a sua produção, uma vez que segundo a teoria do valor trabalho presente nas teorias dos economistas clássicos já demonstravam que só o trabalho cria valor. Para trocar esta mercadoria por outra é preciso levar em conta o tempo que esta mercadoria leva para ser produzida por todos que trabalham com a produção de determinada mercadoria. Nesse caso será observado que diferentes tempos de produção, enquanto um produz e determinado período, outros podem levar o dobro do tempo para produzí-la. O preço será determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário, que representa o tempo modal, isto é, o tempo que se repete mais na produção de tal mercadoria por diferentes produtores. Exemplificando, se uma mercadoria é produzida por dez trabalhadores, possuindo os seguintes tempos de produção em horas: 3; 3; 3; 4; 4; 4; 4; 5; 5; 6, pode se afirmar que o preço determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário será o equivalente a 4 horas de trabalho.
O conceito de trabalho necessário segundo Marx, se refere àquele tempo de trabalho utilizado para que o trabalhador, dados os meios de produção, produza o suficiente para se manter dentro das condições necessárias para viver, procriar e manter a prole.
Marx usa o termo alienação para explicar as relações entre o trabalhador livre e o capitalista. No mercado haverá trabalhadores oferecendo a sua mercadoria que é a força de trabalho, e o capitalista que quer adquirir tal mercadoria por um determinado tempo e preço. Ao fecharem negócio, o trabalhador irá alienar sua força de trabalho ao capitalista. Esta alienação será maior quanto maior for a jornada de trabalho. Por este tempo de trabalho acordado, o trabalhador irá receber um salário referente ao período de alienação da sua força de trabalho.
Quanto maior a divisão social do trabalho, maior a possibilidade do trabalhador alienar a sua força de trabalho, pois haverá mais capitalistas procurando por ele. Por outro lado, o trabalho socialmente necessário pode até diminuir, mas a alienação não terá redução devido ao fato de que o capitalista visa sempre um aumento do lucro, nesse caso haverá um aumento da produtividade sem diminuição da jornada de trabalho. O trabalhador sempre irá alienar a sua força de trabalho por um período maior do que o tempo de trabalho necessário, pois o capitalista visa a expropriação da mais-valia, para isso ele contrata o trabalhador por determinada jornada de trabalho acima do tempo de trabalho necessário. Pode se concluir que quanto maior a alienação do trabalhador, maior será a expropriação da mais-valia pelo capitalista.

A mercadoria e seu valor como componentes da fórmula geral do capital em Marx

Segundo Marx, a riqueza nada mais é que um conjunto de mercadorias. Cada mercadoria equivale a um valor criado através do trabalho, a mercadoria vale pelo trabalho cristalizado que ela contém. Uma mercadoria não possui valor de uso, apenas valor de troca. Valor de uso é característica presente no trabalho útil, um trabalho que não crie valor de uso é um trabalho inútil. Quando o trabalho empregado se destina a criar valor de uso entende-se que o produto final será consumido ou utilizado por que produziu aquele valor de uso. Se o valor criado se destina à troca, logo ele adquire valor de troca.
Nesse contexto há duas intenções para que a mercadoria seja trocada no mercado, uma delas significa que determinado trabalhador produz uma mercadoria mas não vai consumí-la, pois pretende trocá-la por outra no mercado. Marx conceitua esta forma de troca como M-D-M, em que M representa a mercadoria possuidora de valor de troca e D significa o dinheiro adquirido pela venda de tal mercadoria. Este movimento demonstra que o trabalhador fez determinada mercadoria e a vendeu no mercado por determinado preço, com o dinheiro auferido adquiriu outra mercadoria. A outra intenção para troca de mercadoria é ilustrada da seguinte forma: D-M-D, ou seja, com a posse do dinheiro, uma mercadoria é adquirida e vendida novamente. Mas qual é a vantagem em comprar determinada mercadoria e revendê-la pelo mesmo preço? Aqui que entra a explicação de Marx para o capitalismo, ele demonstra que para o capitalista a fórmula do capital é a seguinte: D-M-D’, em que D’ significa ∆ + D, sendo que ∆ é chamado de mais-valia. Marx também explica que esta mais-valia depende do valor a mais cristalizado na mercadoria, ou seja a mercadoria precisa adquirir um valor maior para que seja revendida no mercado por um preço maior. Este mais-valia tem que ser fruto do trabalho, uma vez que apenas o trabalho cria valor.

quinta-feira, junho 14, 2007

Keynes e Marx

Dois expoentes da literatura econômica: Keynes e Marx. As transformações ocorridas na economia mundial sempre foi permeada por idéias desses dois pensadores da economia. Marx, ao demonstrar o funcionamento da economia através da exploração do trabalhador, deixou claro que o crescimento do capitalismo era resultado da expropriação da mais-valia. O capitalista é aquele sujeito que procura acumular riquezas através do trabalho alheio, quanto mais ele explora mais rico fica. Nesse círculo vicioso, a economia fica caracterizada pela desigualdade social, em que aquele que tem, cada vez tem mais. A saída, segundo Marx, estava no esgotamento desse processo devido a substituição da máquina pelo homem, ou seja quanto mais máquinas, maior será a composição orgânica do capital. Com isso, menos empregos, salários mais baixos e consequente colapso da economia devido a falta de demanda.
Keynes trouxe uma nova discussão acerca do papel do Estado na economia, ele demonstrou que a economia pode ter períodos de crescimento contínuo, evitando os ciclos de depressão. Para isso bastava que o Estado financiasse o consumo extra, necessário para atender uma demanda efetiva em uma situação de pleno emprego.
Com as idéias keynesianas, o mundo conheceu os anos dourados, período que vai de 1945 a 1970.

sexta-feira, junho 01, 2007

Contabilidade social, economia política e macroeconomia

A economia política aborda os aspectos relativos ás mudanças nas teorias que permeiam as ciências econômicas. Estas mudanças se processam na velocidade da história econômica, as leis ditas imutáveis em uma época, tornam-se apenas mais uma lição de como a economia é antes de tudo uma ciência humana.
Desde Adam Smith até Alfred Marshal a economia se ocupou de não incomodar o mercado, ou seja, o mercado é um ser dotado de vida própria, basta não interferir para que ele se auto regularize. Este pensamento mudou a partir da primeira metade do século 20, as mudanças demontradas no início do século exigiam uma nova interpretação da dinâmica do mercado. Entra em ação as idéias de intervenção moderada no mercado, apresentadas como um amontoado de análises sobre a determinação da renda agregada, a qual se tornou a macroeconomia conhecida até meados da década de 1970. Dentro da concepção de intervenção moderada e procurando formas de analizar os impactos, entrou em ação a contabilidade social, que vem suprir os economista com informações relevantes sobre os fluxos econômicos.
Atualmente a contabilidade social continua fazendo seu papel, houve mudanças em sua metodologia, porém ela é adotada na maioria dos países.
Já a macroeconomia teve mudanças no sentido de criar novas áreas e teorias, o que valia até a década de setenta, não vale mais atualmente.
A economia política ainda está presente através dos economistas e de suas teorias, demonstrando as nuances e as expectativas dos agentes.

segunda-feira, abril 16, 2007

Nova Economia, antigas teorias

A nova economia nos traz um paradoxo: será ela nova ou apenas uma teoria neclássica reformulada?
A economia não é uma ciência exata (ainda bem), por isso é possível redesenhar sua estrutura a cada mudança na dinâmica global. Os economistas são grandes nômades, que buscam sempre um novo local para poder entender a economia.
Não há verdade eterna, apenas lógicas de momento, o que é certo agora, não foi o correto no passado e dificilmente se aplicará no futuro.
O economista é levado pelas grandes ondas, navega ao sabor do vento das mudanças.
Vale aqui uma reflexão acerca da teoria Schumpteriana, de que há uma única lógica em tudo, principalmente se você levar em conta a idéia de "destruição criadora", a transformação através dos novos fatos observados.
Quem imaginaria que um governante de esquerda faria tudo o que um governante da direita faria?
Estas mudanças trazem novas teorias e novos esforços para entender o mundo econômico.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Tempo ao tempo

Estamos ficando sem tempo
Tempo para pensar
Tempo para ir e vir
Tempo para respirar
Tempo para ter tempo.
O mundo continua sua viagem a passos largos, sem tempo para pensar se vale a pena correr tanto para lugar nenhum.
Por falar em tempo, podemos falar da previsão do tempo. A previsões não são das mais animadoras, o tempo está mudando, as temperaturas estão subindo e nós perdendo tempo.
Ao capitalismo tudo. Ao futuro nada.
Se as previsões estão corretas, logo estaremos vivendo em um mundo com poucos oásis, as demais regiões serão desérticas, sem condições de abrigar o ser humano. Nestes oásis, só os parcos capitalistas é que terão acento. Lá eles serão os principais defensores do meio ambiente, o seu meio ambiente. Lá eles terão condições de manter o sistema e criar os seus descendentes. Para os demais não haverá mais nada, apenas a morte.
E o tempo, o tempo passa.
Será que eu ou você estaremos nesses oásis?

quarta-feira, agosto 30, 2006

Kalecki, Quesnais e o modelo Mundell-Fleming

Pode parecer estranho colocar lado a lado François Quesnay, Michał Kalecki e o modelo Mundell-Fleming. Afinal, estamos falando de teorias separadas por séculos e construídas a partir de visões bem diferentes da economia. Ainda assim, existe um ponto de contato interessante entre elas: o papel da demanda — especialmente a externa — na geração de renda. Lá no século XVIII, Quesnay elaborou o famoso tableau économique, uma das primeiras tentativas de entender o funcionamento da economia como um sistema. Para ele, só a agricultura gerava excedente. O comércio e as manufaturas eram úteis, mas não criavam riqueza nova. Ainda assim, o comércio tinha um papel importante: permitir que esse excedente circulasse e fosse realizado — inclusive por meio das exportações. Avançando para o século XX, Kalecki muda completamente o foco. Em vez de perguntar “de onde vem o excedente?”, ele pergunta “o que determina os lucros e a renda?”. A resposta dele é direta: os lucros dos capitalistas dependem dos próprios gastos deles, especialmente o investimento. Nesse contexto, as exportações entram como um elemento adicional de demanda. Quando aumentam, ajudam a elevar a renda e os lucros na economia. Já o modelo Mundell-Fleming olha para a economia aberta de outro jeito. Ele mostra como políticas econômicas — fiscal e monetária — interagem com taxa de juros, câmbio e fluxo de capitais. Em um regime de câmbio flexível, por exemplo, uma expansão monetária pode levar à desvalorização da moeda, o que torna as exportações mais competitivas e aumenta a renda. Em outras palavras: o setor externo aparece como um canal importante de transmissão das políticas econômicas. O ponto interessante é que, mesmo partindo de premissas muito diferentes, essas abordagens acabam convergindo em algo essencial: as exportações podem impulsionar a atividade econômica. Mas é importante não exagerar essa convergência. Quesnay estava preocupado com o excedente agrícola; Kalecki, com a dinâmica da demanda e dos lucros; e o modelo Mundell-Fleming, com o funcionamento de curto prazo de economias abertas. Não são teorias equivalentes — e nem pretendem ser. Ainda assim, colocá-las em diálogo ajuda a enxergar uma questão que continua atual: o crescimento econômico não depende apenas do que acontece dentro do país, mas também da sua inserção no cenário internacional.

terça-feira, agosto 29, 2006

Econom(an)ia

Econom(an)ia é mania de estudar economia.
Esta mania é típica dos cientistas econômicos que estão sempre estudando os temas econômicos procurando se atualizar e se aprofundar.

terça-feira, maio 02, 2006

Kalecki e a jornada de trabalho.

Fazendo um estudo da dinâmica capitalista de Kalecki deparei-me com um achado deveras interessante.
Ao estudar as formas de distribuição de renda, Kalecki demonstra que no longo prazo e tendência é de que a produtividade aumente, fazendo com que os salários subam. Até aí ok, há uma lógica estabelecida, mas o que me interessou foi o segundo momento, ou seja, como há um crescimento da produtividade a longo prazo levando a um aumento nos salários, chegará um momento que os trabalhadores poderão rever as suas escolhas entre lazer e trabalho. Ou seja, os salários estarão num patamar ideal, num ponto em que o aumento da produtividade resultará em diminuição da jornada de trabalho.
Conclui-se que quanto maior a produtividade, maior é a possibilidade de se visualizar um salário ideal e uma redução na jornada de trabalho.
É claro que tudo isso não leva em conta o aumento da competitividade mundial, que faz com que o aumento da produtividade resulte em queda do preço (ou não) buscando conquistar mais mercados, fazendo com que os salários e a jornada de trabalho permaneçam os mesmos.
Mesmo assim, se levarmos em conta que a produtividade está crescendo num ritmo acelerado, pode-se inferir que esta produtividade venha resultar em bem-estar ao trabalhador após a queda de preços, desde que isso aconteça a nível agregado, uma vez que a queda de preço está diretamente relacionada com o aumento no salário real.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Fim de ano

O fim de ano vem chegando e todo mundo começa fazer as contas. Tudo o que ficou para atrás faz parte de um passado não tão distante. Tanta coisa nova que se tornou velha, tantas lições bem ou mal assimiladas...
Enfim o fim de ano.
É hora de pesar os prós e contras e fazer novos planos para o ano vindouro. Embora eu acredite que ninguém precisa esperar o fim de ano para planejar, este período é o mais propício para repensar certos caminhos e possibilidades.
O importante é lembrar que tudo é de Deus, por isso, planeje seu amanhã mas não esqueça de seu passado. Seja sempre otimista, agradeça a Deus as coisa boas e as nem tão boas assim, não importa. São todas coisas de Deus, e por isso, especiais.
Meu futuro não será o mesmo que planejei há dez anos atrás, nem mesmo é o que planejei um ano atrás. O importante são as mudanças. Por isso, sempre promova mudanças na sua vida, evite o marasmo e a mesmice!
O Movimento dos Sem Tempo continua! O momento é agora, o amanhã e o ontem não lhe pertence, viva e seja feliz já. Mas nunca esqueça de ser justo contigo e com as pessoas de seu convívio, elas são importantes e precisam ser respeitadas, tanto as boas como as não tão boas. Lembre-se, sempre temos algo a aprender até com o mais insensato dos seres humanos, e realmente o que importa é aprender.
As vezes precisamos seguir caminhos que não são os mesmos de outras pessoas de nosso convívio, mesmo assim devemos continuar se acreditamos em nossos sonhos. A felicidade só existe se perseguimos nossos sonhos, se ficarmos parados tentando realizar os sonhos de outras pessoas acabamos deixando os nossos sonhos de lado.
Qualquer pessoa que acredite em seus sonhos deve ser incentivada a seguí-lo, mesmo que você ache um absurdo, não diga a esta pessoa que ela não terá êxito, pelo contrário ajude-a no que for possível.
Dessa forma, seguirei meu caminho buscando realizar meus sonhos. Graças a Deus nessa longa jornada já consegui realizar alguns, mas descobri que tenho muitos outros e que por mais difíceis que pareçam, eles são tangíveis!
O tempo é curto mas luta é justa!
Por isso seguiremos sempre em frente lembrando das lições que aprendemos pelos caminho. Sejamos felizes, porque isso é o que importa!

segunda-feira, outubro 17, 2005

O Movimento dos Sem Tempo continua!!!!

Pra um cara sem tempo, até que estou tendo tempo. É preciso ter tempo pra sonhar, pra fazer, pra realizar projetos.
Temos que ter o tempo como nosso aliado e não como nosso inimigo. Não podemos ser escravos do tempo, antes de tudo somos quem somos, mas podemos esquecer isso se nos perdemos no tempo.
A correria do dia a dia nos torna máquinas em busca de resultados, somos vigiados por nós mesmos e por todos aqueles que também não tem tempo.
Mas por que não temos tempo? Porque simplesmente somos movidos a resultados, tudo precisa ter início, meio e fim e nós simplesmente vivemos criando início-meio-fim pra tudo e esquecemos que tudo isso pode nos levar a um fim ôco. No fim perguntaremos se valeu a pena correr tanto e descobriremos que esquecemos dos detalhes, só aí perceberemos que os detalhes são importantes, mas aí será tarde demais, já desperdiçamos nosso tempo.
A maioria das pessoas vivem prestando contas a outrem que por sua vez vivem prestando contas a outrem, e nesse círculo vicioso somos pressionados a nos sentirmos culpados se deixamos de fazer alguma coisa, se não cumprimos prazos, se não conseguimos aquele diploma.
Precisamos quebrar este círculo vicioso e visualisar um futuro mais prazeroso e cheio de tempo para viver como deve ser.
Talvez você não tenha percebido que é escravo do tempo, afinal de contas você está conseguindo sobreviver e talvez até se destacar entre os outros sem-tempo, talvez você ache esta idéia um pouco fora da "hora", afinal de contas você tem tantas coisas pra fazer...

O Movimento dos sem tempo pretende ser o movimento daqueles que percebem que realmente alguma coisa está errada, e que quer alternativas na sua curta vida.

terça-feira, julho 12, 2005

De volta ao tempo presente!

Olá a todos aqueles que por aqui vagueiam!
O Movimento dos Sem Tempo continua sem tempo!
Mas o tempo que passa precisa ser retomado, há muita coisa a ser feita para que as pessoas se deem conta de que o tempo é curto!
Faça parte desse movimento! Seja mais uma pessoa a descobrir que é preciso querer mais qualidade no nosso tempo!
Como fazer para conseguir mais qualidade? Simples, é preciso redescobrir o verdadeiro sentido de viver! Dessa forma você descobrirá que está perdendo tempo!

É preciso fazer diferente, viver como nunca, mas principalmente com qualidade. Isso quer dizer realizar sonhos, fracassar algumas vezes e vencer em outras.
Voce pode! Eu posso! E nós poderemos muito mais!
Tudo isso lhe parece confuso? Parabéns! Você está no caminho certo! Saiba que é da confusão que vem a mudança de paradigmas! Parabéns, junte se a nós e seja feliz.
Se você acha tudo isso uma grande babaquice, saiba que o babaca é você! Por quê? Porque a verdade não lhe foi dita ainda, você é um alienado, uma "massa de manobra" que assiste de camarote as coisas que acontecem e só sabe criticar!
É preciso redescobrir a verdadeira vocação e lutar para alcançá-la. Você nasceu para realizar algo que será para sempre marcado na sua vida. Algo que você irá se orgulhar quando chegar a sua hora de "partir pra outra".
Venha descobrir quem você é! Tenha coragem de querer mais!

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Viver mais devagar

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Dá para viver mais devagar?

Já vai pra 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, causa em nós aflitos por resultados imediatos (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) uma ansiedade generalizada, porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo. Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais "slow down." O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui...
E, agora, vejo assim:
1. O pais é do tamanho de São Paulo;
2. O pais tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, uma das poucas cidades com qualidade que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare,... Nada mal, não? Pra ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.
Digo para vocês que até os suecos podem estar errados, entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles... Vou contar para vocês uma situação breve só pra dar noção. A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio leve e nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manha perguntei:

"Vcs tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e vc deixa o carro lá no final..." e ele me respondeu simples assim: "é que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?" Imaginem a minha cara! Ainda bem que tive esta experiência na primeira... Deu pra rever bastante os meus conceitos.
Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol -, tem sua base na Itália (o site é muito interessante. Veja-o). O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. A surpresa, porém, é que
esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week em sua última edição européia.
A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 horas/semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%. Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it Now" (faça já).
Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer e das pequenas comunidades. Do "local", presente e concreto, em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.
Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos felizes fazem, com prazer, o que sabem fazer de melhor. Gostaria que você pensasse um pouco sobre isso. Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atençãonestes tempos de desenfreada loucura? Será que nossas empresas não
deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?
No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagem cego (vivido por Al Pacino) tira uma moça para dançar e ela responde: "Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos." "Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passo de tango. E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme. Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando
morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe. Tempo todo mundo tem por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon... "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".
Parabéns por ter lido até o final... Muitos não irão ler esta mensagem até
o final, porque não podem "perder" o seu tempo neste mundo globalizado.
Pense e reflita: até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família,
de ficar com a pessoa amada, de ir a Igreja nos domingos de manhã, ir pescar no fim de semana?

"A FELICIDADE É UMA VIAGEM, NÃO UM DESTINO"

(Alfred Henfil).

terça-feira, fevereiro 22, 2005

11 regras

Aqui estão alguns conselhos que Bill Gates recentemente ditou numa conferência em uma escola secundária sobre 11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola:

1. A vida não é fácil, acostume-se com isso.

2. O mundo não está preocupado com sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

3. Você não ganhará R$ 20.000,00 por mês logo que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

4. Se você seu professor rude, espere até você ter um chefe. Ele não terá pena de você.

5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo de sua posição social. Seus avós tem uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

6. Se você fracassar não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são "ridículos". Então antes de salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração de seus pais, tente limpar o seu próprio quarto.

8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não parece absolutamente NADA na vida real. Se posar na bola, está despedido, RUA!!! Faça certo da primeira vez.

9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados o ajudem a cumprir as suas tarefas no fim de cada período.

10. Televisão NÃO É vida real. Na vida real, as pessoas tem que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam ser uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir trabalhar para um deles.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

terça-feira, fevereiro 15, 2005

sexta-feira, fevereiro 11, 2005