O consumo na sociedade capitalista é principal pilar de sustentação do sistema. É através do consumo que acontece "o salto mortal da mercadoria".
Muitas pessoas, leitoras e condizentes com a teoria marxiana são criticadas por serem consumidoras de produtos feitos através da exploração do trabalhador.
Neste sentido, lanço aqui uma ideia fundamental. Aqueles que acreditam numa outra alternativa de sistema econômico, devem se apropriar do que é saudável em gestão (palavra que alguns ditos marxistas evitam até de falar)e auxiliar no desenvolvimento de empreendimentos alternativos de produção. E por tabela serem seus principais consumidores.
quinta-feira, junho 24, 2010
terça-feira, junho 15, 2010
Tempo é
Tempo é ordem
Tempo é duração
Tempo é estabilidade e estrutura
Tempo é persistência e permanência
Tempo é repetição, ciclo e ritmos
Tempo é começo e fim, pausa e transição
Tempo é a diferença entre o antes e o depois, a causa e o efeito
Tempo é vida e morte, crescimento e declínio, noite e dia
Tempo é mudança, transitoriedade e efemeridade
Tempo é evolução, história e desenvolvimento
Tempo é fluxo e transformação
Tempo é processo e potencial
Tempo é mutabilidade
Tempo é caos
Tempo é
Tempo é velocidade
Tempo é duração
Tempo é simultaneidade
Tempo é Chrono & Kairos
Tempo é passado, presente e futuro
Tempo é a sucessão de momentos
Tempo é memória, percepção & antecipação
Tempo é mercadoria & valor de troca
Tempo é medida de movimento
Tempo é, a priori, intuição
Tempo é instantaneidade
Tempo é um recurso
Tempo é dinheiro
Tempo é um presente
Tempo está
Tempo está voando
Tempo está passando
Tempo está continuando
Tempo não está esperando por ninguém
Tempo está desaparecendo como um sonho
Tempo está indo para sempre
Tempo está evaporando
Tempo está chegando
Tempo é tempo
Tempo é
ADAM, Barbara. Time. Cambridge: Polity Press, 2004.
Traduzido por Maria José Tonelli em seu trabalho sobre "Sentidos do Tempo e do Tempo de Trabalho na Vida Cotidiana"
Tempo é duração
Tempo é estabilidade e estrutura
Tempo é persistência e permanência
Tempo é repetição, ciclo e ritmos
Tempo é começo e fim, pausa e transição
Tempo é a diferença entre o antes e o depois, a causa e o efeito
Tempo é vida e morte, crescimento e declínio, noite e dia
Tempo é mudança, transitoriedade e efemeridade
Tempo é evolução, história e desenvolvimento
Tempo é fluxo e transformação
Tempo é processo e potencial
Tempo é mutabilidade
Tempo é caos
Tempo é
Tempo é velocidade
Tempo é duração
Tempo é simultaneidade
Tempo é Chrono & Kairos
Tempo é passado, presente e futuro
Tempo é a sucessão de momentos
Tempo é memória, percepção & antecipação
Tempo é mercadoria & valor de troca
Tempo é medida de movimento
Tempo é, a priori, intuição
Tempo é instantaneidade
Tempo é um recurso
Tempo é dinheiro
Tempo é um presente
Tempo está
Tempo está voando
Tempo está passando
Tempo está continuando
Tempo não está esperando por ninguém
Tempo está desaparecendo como um sonho
Tempo está indo para sempre
Tempo está evaporando
Tempo está chegando
Tempo é tempo
Tempo é
ADAM, Barbara. Time. Cambridge: Polity Press, 2004.
Traduzido por Maria José Tonelli em seu trabalho sobre "Sentidos do Tempo e do Tempo de Trabalho na Vida Cotidiana"
sábado, junho 12, 2010
O tempo tomou conta de mim
O tempo é meu objeto de pesquisa. A cada dia descubro o quão o tempo é complexo.
Segue algumas frases interessantes:
- As horas de loucura são medidas pelo relógio; mas nenhum relógio mede as de sabedoria (William Blake)
- A vida mede-se pela intensidade não pelo movimento do relógio (G.MacDonald)
- O coração é o relógio da vida. Quem não o consulta anda, naturalmente, fora do tempo (Machado de Assis)
- Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem (Marcel Proust)
- A liberdade consiste em não usar relógio (Sofocleto)
Segue algumas frases interessantes:
- As horas de loucura são medidas pelo relógio; mas nenhum relógio mede as de sabedoria (William Blake)
- A vida mede-se pela intensidade não pelo movimento do relógio (G.MacDonald)
- O coração é o relógio da vida. Quem não o consulta anda, naturalmente, fora do tempo (Machado de Assis)
- Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem (Marcel Proust)
- A liberdade consiste em não usar relógio (Sofocleto)
segunda-feira, junho 07, 2010
Linguagem baseada em Valores
A comunicação deve ser feita numa linguagem baseada em valores. O significado do discurso é de extrema importância para que a mensagem seja transmitida de forma correta. Mas que valores estaria eu falando?
No discurso de Hitler havia valores?
Quais os valores que estão da linguagem organizacional?
Até onde isso é verdadeiro ou apenas mais uma forma de alienação?
No discurso de Hitler havia valores?
Quais os valores que estão da linguagem organizacional?
Até onde isso é verdadeiro ou apenas mais uma forma de alienação?
sexta-feira, março 12, 2010
O conceito e formas de troca em Marx e Weber
Este ensaio começa com a abordagem baseada na Teoria das trocas de Peter Blau, constituída pela aplicação das teorias utilitaristas e da escolha racional. Para Blau (1964) a interação entre indivíduos ou coletividades tem como característica a busca pela maximização das recompensas sejam elas materiais ou não-materiais e redução dos custos. A interação só acontece e se mantém caso seja compensadora para as partes envolvidas. O resultado das trocas sociais são as estruturas sociais. Em relação à troca e poder, Blau (1964) demonstra que quatro recursos podem ser encontrados: dinheiro que serve para intermediar as trocas, aceitação social como forma de pertencimento a um grupo determinado pelas trocas, estima ou respeito que mensura o grau de poder nas trocas e aprovação social. O Poder é visto como causador de desigualdades nas trocas, não permitindo a maximização das recompensas.
Analisando as relações em um ambiente, Blau (1964) demonstra que a recompensa pela associação pode ser intrínseca ou extrínseca, este sendo explicado pelas forças sociais. As trocas sociais e econômicas possuem similaridades, ou seja, tanto na troca social como na troca econômica o indivíduo espera receber algo em troca. As diferenças entre estes dois tipos de troca se dá pelo seu grau de formalidade, uma vez que a troca econômica é feita através de contrato de forma a resultar em benefícios explícitos e a troca social visa benefícios extrínsecos.
II – Proposição
A proposta deste ensaio teórico é buscar em Marx e Weber a concepção das formas de troca. O argumento é feito sobre a hipótese de que as trocas são o princípio das relações entre as pessoas, permeando todas as formas de relações que configuram uma sociedade.
III – Discussão comentários
Para compreender as relações de troca primeiramente será necessário buscar em Weber (1991) o conceito de ação social, o qual é descrito como “ação social (incluindo omissão ou tolerância) orienta-se pelo comportamento de outros, seja este passado, presente ou esperado como futuro.” As trocas se configuram em uma ação social pois envolve o comportamento ativo de uma pessoa em relação à outra, que pode ser de modo racional, referente a valores, afetiva ou tradicional. As trocas de cunho racional se configuram pela articulação de uma estratégia buscando atingir desejado fim com vista a satisfazer determinado desejo. Trocas envolvendo ação referente à valores acontece através de ação consciente, na qual o indivíduo se baseia nos valores arraigados em seu modus vivendi, isto é, parte-se do pressuposto de que o indivíduo irá se basear pela “crença consciente no valor”. Na ação afetiva às trocas estão relacionadas à emoção como orientador do indivíduo. A ação tradicional se baseia nos costumes, sendo que as trocas são efetivadas levando-se em conta os fatores folclóricos que envolvem o indivíduo.
Para Marx a sociedade é composta por “uma imensa coleção de mercadorias”. Para que existam mercadorias é necessário que se processem mudanças no “modus vivendi” do homem, passando assim para uma vida em sociedade permeada por trocas entre o homem e a natureza primeiramente, e depois entre homens através da troca de mercadorias. A vida em sociedade, conforme Weber, é composta por regras e controle que caracterizam o entendimento de dominação e dominados. A sociedade tanto em Marx como em Weber pode ser descrita como um processo dinâmico de trocas nem sempre justas. O sistema capitalista ilustra bem o papel dos atores da sociedade, Marx descreve através da análise das lutas de classe, o comportamento dos agentes econômicos, principalmente das trocas existente entre capitalista e proletário. As trocas para Marx, são feitas para consolidação e manutenção do sistema capitalista, o mercado é composto por trabalhadores dispostos a oferecer a sua força de trabalho por determinado preço e o capitalista, proprietário dos meios de produção, disposto a adquirir esta força de trabalho por um tempo maior do que ele está disposto a pagar. A troca se efetua materializando a expropriação da mais-valia e alienação do trabalhador. Este processo é descrito em Weber como uma ação racional a um objetivo, pois do momento em que o trabalhador aceitou o contrato ele passa a aceitar as regras e controle imposto pelo capitalista, o qual busca realizar o lucro. As escolhas do indivíduo são determinadas pelo valor de troca em Marx, a posse de mercadorias é diretamente proporcional a seu poder de escolha. Se o indivíduo possui apenas a força de trabalho, as suas escolhas ficarão limitadas ao que receber de salário. No caso do indivíduo que possui mercadorias por conta da acumulação primitiva do capital, poderá fazer as escolhas que lhe convém, sendo que a principal delas será a reprodução ampliada do capital, própria para a sua manutenção como capitalista. Para Max Weber, o indivíduo escolhe ser o que é, conforme o grau de conhecimento e pelas oportunidades que a sociedade lhe oferece.
Marx estabelece em seus estudos duas classes principais, trabalhadores e capitalistas, que mantém em funcionamento um sistema econômico caracterizado pelas desigualdades sociais. Weber não vê possibilidade de relação social sem dominação, legitimada pela tradição, carisma ou racional.
Vemos aqui, que as trocas existem para que a dominação racional se sobreponha a qualquer outra forma de dominação, tanto carismática e principalmente a substantiva. Weber descreve a sua preocupação com o caráter racionalista de dominação, que traz como conseqüências a busca por resultados econômicos acima de qualquer coisa. A dominação racionalista toma forma em detrimento das relações em sociedade ditadas pela ética e solidariedade.
Marx mostra que o processo de trocas que sustenta o sistema capitalista produz desigualdades socioeconômicas, para que a exploração da força de trabalho que resulta na constante ampliação do capital, é necessária a existência de um grande exército de reserva, composto de trabalhadores disponíveis no mercado e pronto para oferecer a sua força de trabalho pelo salário proposto pelos capitalistas.
As trocas entre indivíduos são necessárias para a manutenção de uma sociedade. O grande conflito está na forma que estas trocas são feitas. Numa sociedade caracterizada pelo sistema capitalista a desigualdade é conditio sine qua non para a sua perpetuação. A oposição de forças determina a dinâmica e o contexto da vida social. A força dominante composta de um conjunto pessoas pertencentes a grupo ou organizações, detentoras do capital, estabelecem a autoridade legítima forjada pelo exercício do poder. A grande parcela dos indivíduos é dominada para que as trocas sejam feitas dentro das condições oferecidas, determinando o destino de poucas escolhas e perpetuação do sistema.
Analisando as relações em um ambiente, Blau (1964) demonstra que a recompensa pela associação pode ser intrínseca ou extrínseca, este sendo explicado pelas forças sociais. As trocas sociais e econômicas possuem similaridades, ou seja, tanto na troca social como na troca econômica o indivíduo espera receber algo em troca. As diferenças entre estes dois tipos de troca se dá pelo seu grau de formalidade, uma vez que a troca econômica é feita através de contrato de forma a resultar em benefícios explícitos e a troca social visa benefícios extrínsecos.
II – Proposição
A proposta deste ensaio teórico é buscar em Marx e Weber a concepção das formas de troca. O argumento é feito sobre a hipótese de que as trocas são o princípio das relações entre as pessoas, permeando todas as formas de relações que configuram uma sociedade.
III – Discussão comentários
Para compreender as relações de troca primeiramente será necessário buscar em Weber (1991) o conceito de ação social, o qual é descrito como “ação social (incluindo omissão ou tolerância) orienta-se pelo comportamento de outros, seja este passado, presente ou esperado como futuro.” As trocas se configuram em uma ação social pois envolve o comportamento ativo de uma pessoa em relação à outra, que pode ser de modo racional, referente a valores, afetiva ou tradicional. As trocas de cunho racional se configuram pela articulação de uma estratégia buscando atingir desejado fim com vista a satisfazer determinado desejo. Trocas envolvendo ação referente à valores acontece através de ação consciente, na qual o indivíduo se baseia nos valores arraigados em seu modus vivendi, isto é, parte-se do pressuposto de que o indivíduo irá se basear pela “crença consciente no valor”. Na ação afetiva às trocas estão relacionadas à emoção como orientador do indivíduo. A ação tradicional se baseia nos costumes, sendo que as trocas são efetivadas levando-se em conta os fatores folclóricos que envolvem o indivíduo.
Para Marx a sociedade é composta por “uma imensa coleção de mercadorias”. Para que existam mercadorias é necessário que se processem mudanças no “modus vivendi” do homem, passando assim para uma vida em sociedade permeada por trocas entre o homem e a natureza primeiramente, e depois entre homens através da troca de mercadorias. A vida em sociedade, conforme Weber, é composta por regras e controle que caracterizam o entendimento de dominação e dominados. A sociedade tanto em Marx como em Weber pode ser descrita como um processo dinâmico de trocas nem sempre justas. O sistema capitalista ilustra bem o papel dos atores da sociedade, Marx descreve através da análise das lutas de classe, o comportamento dos agentes econômicos, principalmente das trocas existente entre capitalista e proletário. As trocas para Marx, são feitas para consolidação e manutenção do sistema capitalista, o mercado é composto por trabalhadores dispostos a oferecer a sua força de trabalho por determinado preço e o capitalista, proprietário dos meios de produção, disposto a adquirir esta força de trabalho por um tempo maior do que ele está disposto a pagar. A troca se efetua materializando a expropriação da mais-valia e alienação do trabalhador. Este processo é descrito em Weber como uma ação racional a um objetivo, pois do momento em que o trabalhador aceitou o contrato ele passa a aceitar as regras e controle imposto pelo capitalista, o qual busca realizar o lucro. As escolhas do indivíduo são determinadas pelo valor de troca em Marx, a posse de mercadorias é diretamente proporcional a seu poder de escolha. Se o indivíduo possui apenas a força de trabalho, as suas escolhas ficarão limitadas ao que receber de salário. No caso do indivíduo que possui mercadorias por conta da acumulação primitiva do capital, poderá fazer as escolhas que lhe convém, sendo que a principal delas será a reprodução ampliada do capital, própria para a sua manutenção como capitalista. Para Max Weber, o indivíduo escolhe ser o que é, conforme o grau de conhecimento e pelas oportunidades que a sociedade lhe oferece.
Marx estabelece em seus estudos duas classes principais, trabalhadores e capitalistas, que mantém em funcionamento um sistema econômico caracterizado pelas desigualdades sociais. Weber não vê possibilidade de relação social sem dominação, legitimada pela tradição, carisma ou racional.
Vemos aqui, que as trocas existem para que a dominação racional se sobreponha a qualquer outra forma de dominação, tanto carismática e principalmente a substantiva. Weber descreve a sua preocupação com o caráter racionalista de dominação, que traz como conseqüências a busca por resultados econômicos acima de qualquer coisa. A dominação racionalista toma forma em detrimento das relações em sociedade ditadas pela ética e solidariedade.
Marx mostra que o processo de trocas que sustenta o sistema capitalista produz desigualdades socioeconômicas, para que a exploração da força de trabalho que resulta na constante ampliação do capital, é necessária a existência de um grande exército de reserva, composto de trabalhadores disponíveis no mercado e pronto para oferecer a sua força de trabalho pelo salário proposto pelos capitalistas.
As trocas entre indivíduos são necessárias para a manutenção de uma sociedade. O grande conflito está na forma que estas trocas são feitas. Numa sociedade caracterizada pelo sistema capitalista a desigualdade é conditio sine qua non para a sua perpetuação. A oposição de forças determina a dinâmica e o contexto da vida social. A força dominante composta de um conjunto pessoas pertencentes a grupo ou organizações, detentoras do capital, estabelecem a autoridade legítima forjada pelo exercício do poder. A grande parcela dos indivíduos é dominada para que as trocas sejam feitas dentro das condições oferecidas, determinando o destino de poucas escolhas e perpetuação do sistema.
quarta-feira, março 10, 2010
Mudanças no processo de produção e alienação
A lógica do processo de produção capitalista se baseia na maximização do lucro, que está diretamente relacionado com a questão salarial, ou seja, salário representa um custo que deve ser mínimo. Para obtenção de um salário mínimo torna-se imprescindível o aumento da oferta da mão-de-obra no mercado, que proporciona um “exército de reserva” para existências das “trocas” entre trabalhadores e capitalistas. Como descrito por Marx (1982), no mercado se encontram: os capitalistas interessados em contratar trabalhadores que proporcionem o maior lucro possível e, os trabalhadores dispostos a trabalhar por um salário justo. Neste encontro fecha-se um acordo no qual vai ser definido o grau de exploração medido através da taxa de mais-valia, obtida pela proporção entre tempo de trabalho necessário e tempo de trabalho extra. Quanto maior a jornada de trabalho, maior será a taxa de mais-valia e consequentemente o lucro . O capitalista também pode aumentar a taxa da mais-valia através do barateamento dos produtos, dado aumento da produtividade, da cesta de bens de manutenção do trabalhador, quanto mais baixo o preço dos bens de consumo dos trabalhadores, menor será o salário necessário a ser pago .
A alienação do trabalhador está diretamente relacionada com a expropriação da mais-valia. No momento em que o trabalhador aceita o contrato de trabalho ele está alienando a sua força de trabalho por determinado período, o qual será dedicado para a produção do trabalho necessário para pagar o seu salário e produzir a mais-valia para o capitalista.
Na revolução industrial a alienação se caracterizava pela extensa jornada de trabalho, de catorze a dezoito horas, pela qual o trabalhador recebia determinado salário. As reivindicações dos trabalhadores nesta época sempre primavam pela redução da jornada de trabalho e aumento salarial.
Com o avanço dos estudos sobre o processo de produção, principalmente desenvolvidos por Fayol, Taylor e Ford, foi possível aumentar a produtividade do trabalhador. Cedendo assim na questão da redução da jornada de trabalho sem grandes prejuízos para a manutenção do lucro .
Na metade do século vinte surgem estudos que visam determinar o comportamento do trabalhador, buscando adequar as ansiedades do trabalhador ao processo produtivo, tornando possível uma nova configuração na qual o trabalhador perde paulatinamente a noção de exploração e alienação e ganha novo direcionamento baseado na motivação. Mesmo assim, até meados dos anos 1970 o trabalhador ainda continuava sendo visto como uma parte do processo produtivo, predominando o gerenciamento no estilo fordista, o qual era caracterizado pela tomada de decisões “de cima para baixo”. O trabalhador apenas precisava produzir conforme lhe era indicado, terminado seu turno, podia voltar para casa sem se preocupar com o trabalho.
Com o advento de novas formas de administrar a produção, empregadas inicialmente no Japão, conhecidas como toyotismo e caracterizadas por uma produção flexível, o trabalhador passou a ser peça chave no novo processo de produção. O sistema de produção agora funcionava baseado na adaptação da produção conforme a demanda, Nesse processo o trabalhador ganha status de “capital humano” e ocupa lugar de destaque nas decisões de produção, agora as decisões são feitas de forma envolver o trabalhador na missão da empresa.
Neste novo padrão de produção, a alienação ganha uma nova forma, sendo estendida além da jornada de trabalho formal, ocupando o trabalhador após expediente através da necessidade de estar planejando novas formas de melhorar o seu desempenho dentro da empresa. Além disso, conforme Motta (1990),
a conquista ideológica dos empregados pela empresa parece basear-se no fato de que ela lhes oferece uma interpretação da realidade que parece coerente com as práticas sociais dos indivíduos. É dessa forma que os jornais da empresa salientam o “sentimento de pertencer” do empregado com relação à empresa, fazendo transparecer uma igualdade ou semelhança dos objetivos individuais com os da organização.
Agora o trabalhador tem que “vestir a camisa” da empresa e se doar por inteiro, pois segundo a lógica praticada pelo capitalismo, ele não é apenas mais um dentro da empresa, ele é a empresa e sua necessidade de lucratividade. Segundo Tragtenberg (2004, p.60),
a organização apropria-se de nosso corpo de tal forma que qualquer ruptura aparece-nos como uma auto-ruptura. É aí que a adesão à organização encontra um de seus fundamentos; o corpo, que adere à organização visualizando a possibilidade de uma ruptura, reage com alta carga de ansiedade. Controladores e controlados, engajados no mesmo processo, participam de uma comunidade de destino: a organização da racionalidade... A organização realiza um processo concomitante: destruição e unificação. O homem dividido na execução de suas tarefas parceladas, isolado no seio da grande metrópole, é reagrupado no interior das imagens organizacionais.
Com o aumento da produtividade há também o aumento no desemprego, embora parte da mão-de-obra seja absorvida em outros setores da economia, há uma parte que fica marginalizada, sem condições de emprego e renda.
A alienação do trabalhador está diretamente relacionada com a expropriação da mais-valia. No momento em que o trabalhador aceita o contrato de trabalho ele está alienando a sua força de trabalho por determinado período, o qual será dedicado para a produção do trabalho necessário para pagar o seu salário e produzir a mais-valia para o capitalista.
Na revolução industrial a alienação se caracterizava pela extensa jornada de trabalho, de catorze a dezoito horas, pela qual o trabalhador recebia determinado salário. As reivindicações dos trabalhadores nesta época sempre primavam pela redução da jornada de trabalho e aumento salarial.
Com o avanço dos estudos sobre o processo de produção, principalmente desenvolvidos por Fayol, Taylor e Ford, foi possível aumentar a produtividade do trabalhador. Cedendo assim na questão da redução da jornada de trabalho sem grandes prejuízos para a manutenção do lucro .
Na metade do século vinte surgem estudos que visam determinar o comportamento do trabalhador, buscando adequar as ansiedades do trabalhador ao processo produtivo, tornando possível uma nova configuração na qual o trabalhador perde paulatinamente a noção de exploração e alienação e ganha novo direcionamento baseado na motivação. Mesmo assim, até meados dos anos 1970 o trabalhador ainda continuava sendo visto como uma parte do processo produtivo, predominando o gerenciamento no estilo fordista, o qual era caracterizado pela tomada de decisões “de cima para baixo”. O trabalhador apenas precisava produzir conforme lhe era indicado, terminado seu turno, podia voltar para casa sem se preocupar com o trabalho.
Com o advento de novas formas de administrar a produção, empregadas inicialmente no Japão, conhecidas como toyotismo e caracterizadas por uma produção flexível, o trabalhador passou a ser peça chave no novo processo de produção. O sistema de produção agora funcionava baseado na adaptação da produção conforme a demanda, Nesse processo o trabalhador ganha status de “capital humano” e ocupa lugar de destaque nas decisões de produção, agora as decisões são feitas de forma envolver o trabalhador na missão da empresa.
Neste novo padrão de produção, a alienação ganha uma nova forma, sendo estendida além da jornada de trabalho formal, ocupando o trabalhador após expediente através da necessidade de estar planejando novas formas de melhorar o seu desempenho dentro da empresa. Além disso, conforme Motta (1990),
a conquista ideológica dos empregados pela empresa parece basear-se no fato de que ela lhes oferece uma interpretação da realidade que parece coerente com as práticas sociais dos indivíduos. É dessa forma que os jornais da empresa salientam o “sentimento de pertencer” do empregado com relação à empresa, fazendo transparecer uma igualdade ou semelhança dos objetivos individuais com os da organização.
Agora o trabalhador tem que “vestir a camisa” da empresa e se doar por inteiro, pois segundo a lógica praticada pelo capitalismo, ele não é apenas mais um dentro da empresa, ele é a empresa e sua necessidade de lucratividade. Segundo Tragtenberg (2004, p.60),
a organização apropria-se de nosso corpo de tal forma que qualquer ruptura aparece-nos como uma auto-ruptura. É aí que a adesão à organização encontra um de seus fundamentos; o corpo, que adere à organização visualizando a possibilidade de uma ruptura, reage com alta carga de ansiedade. Controladores e controlados, engajados no mesmo processo, participam de uma comunidade de destino: a organização da racionalidade... A organização realiza um processo concomitante: destruição e unificação. O homem dividido na execução de suas tarefas parceladas, isolado no seio da grande metrópole, é reagrupado no interior das imagens organizacionais.
Com o aumento da produtividade há também o aumento no desemprego, embora parte da mão-de-obra seja absorvida em outros setores da economia, há uma parte que fica marginalizada, sem condições de emprego e renda.
quinta-feira, maio 21, 2009
O movimentos dos sem tempo continua!
Até quando continuaremos a aceitar "livremente" a (o)pressão ditada pelo capital? Até quando iremos deixar de viver para que os capitalistas ganaciosos, que também não vivem, pois precisam vigiar o capital e sua reprodução ampliada, tenham realizados suas metas irracionais? O meio ambiente está se manisfestando, mostrando que essa corrida desenfreada pelo lucro está destruindo nosso mundo. A resposta dos capitalistas é continuar a produzir e explorar mais, só que agora de forma mais camuflada através de pseudo campanha pró-sustentabilidade.
A luta por melhores condições de trabalho está restrita à luta pela conservação do emprego, os trabalhadores estão numa armadilha que não deixa saída, a não ser trabalhar mais e mais para se manter empregado.
A saída para este sistema econômico auto-destrutivo está na mudança radical de concepção de mundo, está na aceitação da humildade como regra geral em detrimento do egoísmo. A saída está na produção auto-sustentável, priorizando a produção de bens e serviços úteis e vez da produção de bens supérfluos.
Com a tecnologia atual, este novo mundo é possível com menos esforço do que seria a vinte anos atrás. Atualmente é possível se comunicar quase que instantaneamente com o mundo todo, o que torna possível a proposição de mudanças para quase todos os povos.
Um mundo novo passa pela reeducação dos hábitos consumistas, conscientizando as pessoas de que o consumo de bens de luxo são um desperdício de recursos, que satisfazem alguns e entristecem muitos que não tem o básico.
Podem alegar que isso poderá levar a milhões de pessoas ao desemprego, mas isso não é verdade. Com a diminuição do consumo de bens de luxo aumentará a demanda por tecnologias limpas e produção de bens consumo com responsabilidade social, elevando o número de empregos em áreas ainda não exploradas.
É preciso mostrar o mundo que ser chique é não ser chique como dita a moda, mas sim entender o seu papel no mundo e trabalhar para a sua transformação em um mundo melhor e mais igualitário.
A luta por melhores condições de trabalho está restrita à luta pela conservação do emprego, os trabalhadores estão numa armadilha que não deixa saída, a não ser trabalhar mais e mais para se manter empregado.
A saída para este sistema econômico auto-destrutivo está na mudança radical de concepção de mundo, está na aceitação da humildade como regra geral em detrimento do egoísmo. A saída está na produção auto-sustentável, priorizando a produção de bens e serviços úteis e vez da produção de bens supérfluos.
Com a tecnologia atual, este novo mundo é possível com menos esforço do que seria a vinte anos atrás. Atualmente é possível se comunicar quase que instantaneamente com o mundo todo, o que torna possível a proposição de mudanças para quase todos os povos.
Um mundo novo passa pela reeducação dos hábitos consumistas, conscientizando as pessoas de que o consumo de bens de luxo são um desperdício de recursos, que satisfazem alguns e entristecem muitos que não tem o básico.
Podem alegar que isso poderá levar a milhões de pessoas ao desemprego, mas isso não é verdade. Com a diminuição do consumo de bens de luxo aumentará a demanda por tecnologias limpas e produção de bens consumo com responsabilidade social, elevando o número de empregos em áreas ainda não exploradas.
É preciso mostrar o mundo que ser chique é não ser chique como dita a moda, mas sim entender o seu papel no mundo e trabalhar para a sua transformação em um mundo melhor e mais igualitário.
quarta-feira, maio 07, 2008
Relação entre a Taxa de mais-valia e a alienação do trabalhador
A taxa de mais-valia (TMV) mostra a relação na jornada de trabalho entre o trabalho necessário (TN) e o trabalho excedente (TE). A jornada de trabalho é o período em que o trabalhador produz determindo quantum de valor suficiente para o seu sustento diário, ou seja, é igual ao trabalho necessário (TN). Com o advento do capitalismo e a venda da força de trabalho, a jornada de trabalho tornou-se mais prolongada, juntando trabalho necessário uma parcela chamada de trabalho excedente (TE). O trabalho excedente proporciona ao capitalista a expropriação da mais-valia, quanto maior o TE, maior a mais-valia. A TMV também aumenta com o prolongamento do TE.
A alienação do trabalhador acontece no momento em que o trabalhador vende a sua força de trabalho para o capitalista em troca de um salário. A alienação será tanto maior quanto maior for a jornada de trabalho. Pressupondo uma jornada com trabalho necessário fixo, a alienação aumentará com o aumento do TE, e consequentemente há uma relação direta entre a alienação e a TMV.
A alienação do trabalhador acontece no momento em que o trabalhador vende a sua força de trabalho para o capitalista em troca de um salário. A alienação será tanto maior quanto maior for a jornada de trabalho. Pressupondo uma jornada com trabalho necessário fixo, a alienação aumentará com o aumento do TE, e consequentemente há uma relação direta entre a alienação e a TMV.
A questão do trabalho socialmente necessário
Trabalho socialmente necessário é o tempo de trabalho social médio utilizado no processo de produção de determinado produto. O trabalho socialmente necessário determina o valor social da mercadoria. O valor de um produto é medido pelo tempo de trabalho despendido para produzi-lo. A mercadoria quando pronta, será vendida com base no trabalho cristalizado nela. O tempo de trabalho deverá ser calculado com base no tempo médio de produção da mercadoria por diferentes produtores, pois, cada produtor irá levar mais ou menos tempo dependendo de suas habilidades. O aumento da produtividade em determinado setor de produção influi diretamente no tempo de trabalho socialmente necessário, quanto maior a produtividade, menor o tempo de trabalho socialmente necessário naquele setor.
Diferença entre divisão do trabalho e divisão social do trabalho
A divisão do trabalho é o processo de produção através do parcelamento das etapas da fabricação de determinado produto, que visa aumentar a produtividade. Pode-se citar como exemplo a produção de um móvel, que envolve várias pessoas na confecção de suas diversas partes, cada qual fazendo uma parte do produto o qual será montado também em diversas etapas, cada qual com um trabalhador especializado.
A divisão social do trabalho engloba a produção agregada de mercadorias. Pode-se afirmar que o PIB de um país está diretamente relacionado com a divisão social do trabalho. A divisão social do trabalho tende a ser maior em países desenvolvidos. Enquanto a divisão do trabalho faz parte da otimização do processo de produção de uma mercadoria, a divisão social do trabalo mostra o grau de desenvolvimento de uma sociedade. Quanto maior o número de mercadorias existentes, maior o grau de civilização. Entenda-se mercadorias diversificadas, atendendo as mais diversas necessidades dos agentes econômicos.
A divisão social do trabalho engloba a produção agregada de mercadorias. Pode-se afirmar que o PIB de um país está diretamente relacionado com a divisão social do trabalho. A divisão social do trabalho tende a ser maior em países desenvolvidos. Enquanto a divisão do trabalho faz parte da otimização do processo de produção de uma mercadoria, a divisão social do trabalo mostra o grau de desenvolvimento de uma sociedade. Quanto maior o número de mercadorias existentes, maior o grau de civilização. Entenda-se mercadorias diversificadas, atendendo as mais diversas necessidades dos agentes econômicos.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Mais-valia flexível
Definição
Mais-valia resultante do processo de reestruturação produtiva. Consiste no acúmulo de tarefas assumidas pelos trabalhadores devido às mudanças no mercado de trabalho. Os trabalhadores precisaram se adaptar às exigências do capital. Isso significou maior carga de trabalho disfarçada, o trabalhador desempenha as suas atividades durante a jornada de trabalho oficial e extra-oficial. A competitividade entre empresas trouxe maiores necessidades de adaptação às demandas de mercado. O ritmo acelerado exige trabalhadores competitivos, concentrados em suas atividades laborais e que estejam sempre inovando. Estas novas exigências fazem com que o trabalho extrapole o horário oficial, tornando o trabalhador um ser unilateral, colocando todas as suas capacidades para manter-se no emprego.
Com isso, temos este novo conceito, que é um misto da mais-valia absoluta e mais valia relativa.
Mais-valia resultante do processo de reestruturação produtiva. Consiste no acúmulo de tarefas assumidas pelos trabalhadores devido às mudanças no mercado de trabalho. Os trabalhadores precisaram se adaptar às exigências do capital. Isso significou maior carga de trabalho disfarçada, o trabalhador desempenha as suas atividades durante a jornada de trabalho oficial e extra-oficial. A competitividade entre empresas trouxe maiores necessidades de adaptação às demandas de mercado. O ritmo acelerado exige trabalhadores competitivos, concentrados em suas atividades laborais e que estejam sempre inovando. Estas novas exigências fazem com que o trabalho extrapole o horário oficial, tornando o trabalhador um ser unilateral, colocando todas as suas capacidades para manter-se no emprego.
Com isso, temos este novo conceito, que é um misto da mais-valia absoluta e mais valia relativa.
segunda-feira, outubro 22, 2007
A situação de alienação do trabalhador e seu impacto na divisão social do trabalho, trabalho socialmente necessário e trabalho necessário.
Divisão social do trabalho siginifica a divisão de atribuições para a produção de diferentes mercadorias, quanto mais mercadorias de diferentes usos forem criadas maior é a divisão social do trabalho. As inovações proporcionadas pela tecnologia proporciona uma miríade de produtos de diversas utilidades, contribuindo dessa forma para uma maior divisão social do trabalho. A divisão social do trabalho atual proporciona o acesso a uma proporção de mercadorias bem maior do que no início do século XX. Na década de 1980 por exemplo, poucas pessoas tinham acesso a internet ou a celulares, sendo que atualmente muitas pessoas não conseguem se ver sem tais mercadorias. Quanto maiores as necessidades criadas pela mídia, maior será a divisão social do trabalho. Hoje o setor de serviços é que mais cresce no mundo, até a década de 1970 o setor que dominava era a indústria, ou seja as transformações resultantes da reestruturação produtiva proporcionaram novas mercadorias e serviços.
O trabalho socialmente necessário é um conceito relativo a quantum de trabalho. Uma mercadoria será avaliada pelo tempo de trabalho utilizado para a sua produção, uma vez que segundo a teoria do valor trabalho presente nas teorias dos economistas clássicos já demonstravam que só o trabalho cria valor. Para trocar esta mercadoria por outra é preciso levar em conta o tempo que esta mercadoria leva para ser produzida por todos que trabalham com a produção de determinada mercadoria. Nesse caso será observado que diferentes tempos de produção, enquanto um produz e determinado período, outros podem levar o dobro do tempo para produzí-la. O preço será determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário, que representa o tempo modal, isto é, o tempo que se repete mais na produção de tal mercadoria por diferentes produtores. Exemplificando, se uma mercadoria é produzida por dez trabalhadores, possuindo os seguintes tempos de produção em horas: 3; 3; 3; 4; 4; 4; 4; 5; 5; 6, pode se afirmar que o preço determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário será o equivalente a 4 horas de trabalho.
O conceito de trabalho necessário segundo Marx, se refere àquele tempo de trabalho utilizado para que o trabalhador, dados os meios de produção, produza o suficiente para se manter dentro das condições necessárias para viver, procriar e manter a prole.
Marx usa o termo alienação para explicar as relações entre o trabalhador livre e o capitalista. No mercado haverá trabalhadores oferecendo a sua mercadoria que é a força de trabalho, e o capitalista que quer adquirir tal mercadoria por um determinado tempo e preço. Ao fecharem negócio, o trabalhador irá alienar sua força de trabalho ao capitalista. Esta alienação será maior quanto maior for a jornada de trabalho. Por este tempo de trabalho acordado, o trabalhador irá receber um salário referente ao período de alienação da sua força de trabalho.
Quanto maior a divisão social do trabalho, maior a possibilidade do trabalhador alienar a sua força de trabalho, pois haverá mais capitalistas procurando por ele. Por outro lado, o trabalho socialmente necessário pode até diminuir, mas a alienação não terá redução devido ao fato de que o capitalista visa sempre um aumento do lucro, nesse caso haverá um aumento da produtividade sem diminuição da jornada de trabalho. O trabalhador sempre irá alienar a sua força de trabalho por um período maior do que o tempo de trabalho necessário, pois o capitalista visa a expropriação da mais-valia, para isso ele contrata o trabalhador por determinada jornada de trabalho acima do tempo de trabalho necessário. Pode se concluir que quanto maior a alienação do trabalhador, maior será a expropriação da mais-valia pelo capitalista.
O trabalho socialmente necessário é um conceito relativo a quantum de trabalho. Uma mercadoria será avaliada pelo tempo de trabalho utilizado para a sua produção, uma vez que segundo a teoria do valor trabalho presente nas teorias dos economistas clássicos já demonstravam que só o trabalho cria valor. Para trocar esta mercadoria por outra é preciso levar em conta o tempo que esta mercadoria leva para ser produzida por todos que trabalham com a produção de determinada mercadoria. Nesse caso será observado que diferentes tempos de produção, enquanto um produz e determinado período, outros podem levar o dobro do tempo para produzí-la. O preço será determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário, que representa o tempo modal, isto é, o tempo que se repete mais na produção de tal mercadoria por diferentes produtores. Exemplificando, se uma mercadoria é produzida por dez trabalhadores, possuindo os seguintes tempos de produção em horas: 3; 3; 3; 4; 4; 4; 4; 5; 5; 6, pode se afirmar que o preço determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário será o equivalente a 4 horas de trabalho.
O conceito de trabalho necessário segundo Marx, se refere àquele tempo de trabalho utilizado para que o trabalhador, dados os meios de produção, produza o suficiente para se manter dentro das condições necessárias para viver, procriar e manter a prole.
Marx usa o termo alienação para explicar as relações entre o trabalhador livre e o capitalista. No mercado haverá trabalhadores oferecendo a sua mercadoria que é a força de trabalho, e o capitalista que quer adquirir tal mercadoria por um determinado tempo e preço. Ao fecharem negócio, o trabalhador irá alienar sua força de trabalho ao capitalista. Esta alienação será maior quanto maior for a jornada de trabalho. Por este tempo de trabalho acordado, o trabalhador irá receber um salário referente ao período de alienação da sua força de trabalho.
Quanto maior a divisão social do trabalho, maior a possibilidade do trabalhador alienar a sua força de trabalho, pois haverá mais capitalistas procurando por ele. Por outro lado, o trabalho socialmente necessário pode até diminuir, mas a alienação não terá redução devido ao fato de que o capitalista visa sempre um aumento do lucro, nesse caso haverá um aumento da produtividade sem diminuição da jornada de trabalho. O trabalhador sempre irá alienar a sua força de trabalho por um período maior do que o tempo de trabalho necessário, pois o capitalista visa a expropriação da mais-valia, para isso ele contrata o trabalhador por determinada jornada de trabalho acima do tempo de trabalho necessário. Pode se concluir que quanto maior a alienação do trabalhador, maior será a expropriação da mais-valia pelo capitalista.
A mercadoria e seu valor como componentes da fórmula geral do capital em Marx
Segundo Marx, a riqueza nada mais é que um conjunto de mercadorias. Cada mercadoria equivale a um valor criado através do trabalho, a mercadoria vale pelo trabalho cristalizado que ela contém. Uma mercadoria não possui valor de uso, apenas valor de troca. Valor de uso é característica presente no trabalho útil, um trabalho que não crie valor de uso é um trabalho inútil. Quando o trabalho empregado se destina a criar valor de uso entende-se que o produto final será consumido ou utilizado por que produziu aquele valor de uso. Se o valor criado se destina à troca, logo ele adquire valor de troca.
Nesse contexto há duas intenções para que a mercadoria seja trocada no mercado, uma delas significa que determinado trabalhador produz uma mercadoria mas não vai consumí-la, pois pretende trocá-la por outra no mercado. Marx conceitua esta forma de troca como M-D-M, em que M representa a mercadoria possuidora de valor de troca e D significa o dinheiro adquirido pela venda de tal mercadoria. Este movimento demonstra que o trabalhador fez determinada mercadoria e a vendeu no mercado por determinado preço, com o dinheiro auferido adquiriu outra mercadoria. A outra intenção para troca de mercadoria é ilustrada da seguinte forma: D-M-D, ou seja, com a posse do dinheiro, uma mercadoria é adquirida e vendida novamente. Mas qual é a vantagem em comprar determinada mercadoria e revendê-la pelo mesmo preço? Aqui que entra a explicação de Marx para o capitalismo, ele demonstra que para o capitalista a fórmula do capital é a seguinte: D-M-D’, em que D’ significa ∆ + D, sendo que ∆ é chamado de mais-valia. Marx também explica que esta mais-valia depende do valor a mais cristalizado na mercadoria, ou seja a mercadoria precisa adquirir um valor maior para que seja revendida no mercado por um preço maior. Este mais-valia tem que ser fruto do trabalho, uma vez que apenas o trabalho cria valor.
Nesse contexto há duas intenções para que a mercadoria seja trocada no mercado, uma delas significa que determinado trabalhador produz uma mercadoria mas não vai consumí-la, pois pretende trocá-la por outra no mercado. Marx conceitua esta forma de troca como M-D-M, em que M representa a mercadoria possuidora de valor de troca e D significa o dinheiro adquirido pela venda de tal mercadoria. Este movimento demonstra que o trabalhador fez determinada mercadoria e a vendeu no mercado por determinado preço, com o dinheiro auferido adquiriu outra mercadoria. A outra intenção para troca de mercadoria é ilustrada da seguinte forma: D-M-D, ou seja, com a posse do dinheiro, uma mercadoria é adquirida e vendida novamente. Mas qual é a vantagem em comprar determinada mercadoria e revendê-la pelo mesmo preço? Aqui que entra a explicação de Marx para o capitalismo, ele demonstra que para o capitalista a fórmula do capital é a seguinte: D-M-D’, em que D’ significa ∆ + D, sendo que ∆ é chamado de mais-valia. Marx também explica que esta mais-valia depende do valor a mais cristalizado na mercadoria, ou seja a mercadoria precisa adquirir um valor maior para que seja revendida no mercado por um preço maior. Este mais-valia tem que ser fruto do trabalho, uma vez que apenas o trabalho cria valor.
quinta-feira, junho 14, 2007
Keynes e Marx
Dois expoentes da literatura econômica: Keynes e Marx. As transformações ocorridas na economia mundial sempre foi permeada por idéias desses dois pensadores da economia. Marx, ao demonstrar o funcionamento da economia através da exploração do trabalhador, deixou claro que o crescimento do capitalismo era resultado da expropriação da mais-valia. O capitalista é aquele sujeito que procura acumular riquezas através do trabalho alheio, quanto mais ele explora mais rico fica. Nesse círculo vicioso, a economia fica caracterizada pela desigualdade social, em que aquele que tem, cada vez tem mais. A saída, segundo Marx, estava no esgotamento desse processo devido a substituição da máquina pelo homem, ou seja quanto mais máquinas, maior será a composição orgânica do capital. Com isso, menos empregos, salários mais baixos e consequente colapso da economia devido a falta de demanda.
Keynes trouxe uma nova discussão acerca do papel do Estado na economia, ele demonstrou que a economia pode ter períodos de crescimento contínuo, evitando os ciclos de depressão. Para isso bastava que o Estado financiasse o consumo extra, necessário para atender uma demanda efetiva em uma situação de pleno emprego.
Com as idéias keynesianas, o mundo conheceu os anos dourados, período que vai de 1945 a 1970.
Keynes trouxe uma nova discussão acerca do papel do Estado na economia, ele demonstrou que a economia pode ter períodos de crescimento contínuo, evitando os ciclos de depressão. Para isso bastava que o Estado financiasse o consumo extra, necessário para atender uma demanda efetiva em uma situação de pleno emprego.
Com as idéias keynesianas, o mundo conheceu os anos dourados, período que vai de 1945 a 1970.
sexta-feira, junho 01, 2007
Contabilidade social, economia política e macroeconomia
A economia política aborda os aspectos relativos ás mudanças nas teorias que permeiam as ciências econômicas. Estas mudanças se processam na velocidade da história econômica, as leis ditas imutáveis em uma época, tornam-se apenas mais uma lição de como a economia é antes de tudo uma ciência humana.
Desde Adam Smith até Alfred Marshal a economia se ocupou de não incomodar o mercado, ou seja, o mercado é um ser dotado de vida própria, basta não interferir para que ele se auto regularize. Este pensamento mudou a partir da primeira metade do século 20, as mudanças demontradas no início do século exigiam uma nova interpretação da dinâmica do mercado. Entra em ação as idéias de intervenção moderada no mercado, apresentadas como um amontoado de análises sobre a determinação da renda agregada, a qual se tornou a macroeconomia conhecida até meados da década de 1970. Dentro da concepção de intervenção moderada e procurando formas de analizar os impactos, entrou em ação a contabilidade social, que vem suprir os economista com informações relevantes sobre os fluxos econômicos.
Atualmente a contabilidade social continua fazendo seu papel, houve mudanças em sua metodologia, porém ela é adotada na maioria dos países.
Já a macroeconomia teve mudanças no sentido de criar novas áreas e teorias, o que valia até a década de setenta, não vale mais atualmente.
A economia política ainda está presente através dos economistas e de suas teorias, demonstrando as nuances e as expectativas dos agentes.
Desde Adam Smith até Alfred Marshal a economia se ocupou de não incomodar o mercado, ou seja, o mercado é um ser dotado de vida própria, basta não interferir para que ele se auto regularize. Este pensamento mudou a partir da primeira metade do século 20, as mudanças demontradas no início do século exigiam uma nova interpretação da dinâmica do mercado. Entra em ação as idéias de intervenção moderada no mercado, apresentadas como um amontoado de análises sobre a determinação da renda agregada, a qual se tornou a macroeconomia conhecida até meados da década de 1970. Dentro da concepção de intervenção moderada e procurando formas de analizar os impactos, entrou em ação a contabilidade social, que vem suprir os economista com informações relevantes sobre os fluxos econômicos.
Atualmente a contabilidade social continua fazendo seu papel, houve mudanças em sua metodologia, porém ela é adotada na maioria dos países.
Já a macroeconomia teve mudanças no sentido de criar novas áreas e teorias, o que valia até a década de setenta, não vale mais atualmente.
A economia política ainda está presente através dos economistas e de suas teorias, demonstrando as nuances e as expectativas dos agentes.
segunda-feira, abril 16, 2007
Nova Economia, antigas teorias
A nova economia nos traz um paradoxo: será ela nova ou apenas uma teoria neclássica reformulada?
A economia não é uma ciência exata (ainda bem), por isso é possível redesenhar sua estrutura a cada mudança na dinâmica global. Os economistas são grandes nômades, que buscam sempre um novo local para poder entender a economia.
Não há verdade eterna, apenas lógicas de momento, o que é certo agora, não foi o correto no passado e dificilmente se aplicará no futuro.
O economista é levado pelas grandes ondas, navega ao sabor do vento das mudanças.
Vale aqui uma reflexão acerca da teoria Schumpteriana, de que há uma única lógica em tudo, principalmente se você levar em conta a idéia de "destruição criadora", a transformação através dos novos fatos observados.
Quem imaginaria que um governante de esquerda faria tudo o que um governante da direita faria?
Estas mudanças trazem novas teorias e novos esforços para entender o mundo econômico.
A economia não é uma ciência exata (ainda bem), por isso é possível redesenhar sua estrutura a cada mudança na dinâmica global. Os economistas são grandes nômades, que buscam sempre um novo local para poder entender a economia.
Não há verdade eterna, apenas lógicas de momento, o que é certo agora, não foi o correto no passado e dificilmente se aplicará no futuro.
O economista é levado pelas grandes ondas, navega ao sabor do vento das mudanças.
Vale aqui uma reflexão acerca da teoria Schumpteriana, de que há uma única lógica em tudo, principalmente se você levar em conta a idéia de "destruição criadora", a transformação através dos novos fatos observados.
Quem imaginaria que um governante de esquerda faria tudo o que um governante da direita faria?
Estas mudanças trazem novas teorias e novos esforços para entender o mundo econômico.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Tempo ao tempo
Estamos ficando sem tempo
Tempo para pensar
Tempo para ir e vir
Tempo para respirar
Tempo para ter tempo.
O mundo continua sua viagem a passos largos, sem tempo para pensar se vale a pena correr tanto para lugar nenhum.
Por falar em tempo, podemos falar da previsão do tempo. A previsões não são das mais animadoras, o tempo está mudando, as temperaturas estão subindo e nós perdendo tempo.
Ao capitalismo tudo. Ao futuro nada.
Se as previsões estão corretas, logo estaremos vivendo em um mundo com poucos oásis, as demais regiões serão desérticas, sem condições de abrigar o ser humano. Nestes oásis, só os parcos capitalistas é que terão acento. Lá eles serão os principais defensores do meio ambiente, o seu meio ambiente. Lá eles terão condições de manter o sistema e criar os seus descendentes. Para os demais não haverá mais nada, apenas a morte.
E o tempo, o tempo passa.
Será que eu ou você estaremos nesses oásis?
Tempo para pensar
Tempo para ir e vir
Tempo para respirar
Tempo para ter tempo.
O mundo continua sua viagem a passos largos, sem tempo para pensar se vale a pena correr tanto para lugar nenhum.
Por falar em tempo, podemos falar da previsão do tempo. A previsões não são das mais animadoras, o tempo está mudando, as temperaturas estão subindo e nós perdendo tempo.
Ao capitalismo tudo. Ao futuro nada.
Se as previsões estão corretas, logo estaremos vivendo em um mundo com poucos oásis, as demais regiões serão desérticas, sem condições de abrigar o ser humano. Nestes oásis, só os parcos capitalistas é que terão acento. Lá eles serão os principais defensores do meio ambiente, o seu meio ambiente. Lá eles terão condições de manter o sistema e criar os seus descendentes. Para os demais não haverá mais nada, apenas a morte.
E o tempo, o tempo passa.
Será que eu ou você estaremos nesses oásis?
quarta-feira, agosto 30, 2006
Kalecki, Quesnais e o modelo Mundell-Fleming
Pode parecer estranho colocar lado a lado François Quesnay, Michał Kalecki e o modelo Mundell-Fleming. Afinal, estamos falando de teorias separadas por séculos e construídas a partir de visões bem diferentes da economia. Ainda assim, existe um ponto de contato interessante entre elas: o papel da demanda — especialmente a externa — na geração de renda.
Lá no século XVIII, Quesnay elaborou o famoso tableau économique, uma das primeiras tentativas de entender o funcionamento da economia como um sistema. Para ele, só a agricultura gerava excedente. O comércio e as manufaturas eram úteis, mas não criavam riqueza nova. Ainda assim, o comércio tinha um papel importante: permitir que esse excedente circulasse e fosse realizado — inclusive por meio das exportações.
Avançando para o século XX, Kalecki muda completamente o foco. Em vez de perguntar “de onde vem o excedente?”, ele pergunta “o que determina os lucros e a renda?”. A resposta dele é direta: os lucros dos capitalistas dependem dos próprios gastos deles, especialmente o investimento. Nesse contexto, as exportações entram como um elemento adicional de demanda. Quando aumentam, ajudam a elevar a renda e os lucros na economia.
Já o modelo Mundell-Fleming olha para a economia aberta de outro jeito. Ele mostra como políticas econômicas — fiscal e monetária — interagem com taxa de juros, câmbio e fluxo de capitais. Em um regime de câmbio flexível, por exemplo, uma expansão monetária pode levar à desvalorização da moeda, o que torna as exportações mais competitivas e aumenta a renda. Em outras palavras: o setor externo aparece como um canal importante de transmissão das políticas econômicas.
O ponto interessante é que, mesmo partindo de premissas muito diferentes, essas abordagens acabam convergindo em algo essencial: as exportações podem impulsionar a atividade econômica.
Mas é importante não exagerar essa convergência. Quesnay estava preocupado com o excedente agrícola; Kalecki, com a dinâmica da demanda e dos lucros; e o modelo Mundell-Fleming, com o funcionamento de curto prazo de economias abertas. Não são teorias equivalentes — e nem pretendem ser.
Ainda assim, colocá-las em diálogo ajuda a enxergar uma questão que continua atual: o crescimento econômico não depende apenas do que acontece dentro do país, mas também da sua inserção no cenário internacional.
terça-feira, agosto 29, 2006
Econom(an)ia
Econom(an)ia é mania de estudar economia.
Esta mania é típica dos cientistas econômicos que estão sempre estudando os temas econômicos procurando se atualizar e se aprofundar.
Esta mania é típica dos cientistas econômicos que estão sempre estudando os temas econômicos procurando se atualizar e se aprofundar.
terça-feira, maio 02, 2006
Kalecki e a jornada de trabalho.
Fazendo um estudo da dinâmica capitalista de Kalecki deparei-me com um achado deveras interessante.
Ao estudar as formas de distribuição de renda, Kalecki demonstra que no longo prazo e tendência é de que a produtividade aumente, fazendo com que os salários subam. Até aí ok, há uma lógica estabelecida, mas o que me interessou foi o segundo momento, ou seja, como há um crescimento da produtividade a longo prazo levando a um aumento nos salários, chegará um momento que os trabalhadores poderão rever as suas escolhas entre lazer e trabalho. Ou seja, os salários estarão num patamar ideal, num ponto em que o aumento da produtividade resultará em diminuição da jornada de trabalho.
Conclui-se que quanto maior a produtividade, maior é a possibilidade de se visualizar um salário ideal e uma redução na jornada de trabalho.
É claro que tudo isso não leva em conta o aumento da competitividade mundial, que faz com que o aumento da produtividade resulte em queda do preço (ou não) buscando conquistar mais mercados, fazendo com que os salários e a jornada de trabalho permaneçam os mesmos.
Mesmo assim, se levarmos em conta que a produtividade está crescendo num ritmo acelerado, pode-se inferir que esta produtividade venha resultar em bem-estar ao trabalhador após a queda de preços, desde que isso aconteça a nível agregado, uma vez que a queda de preço está diretamente relacionada com o aumento no salário real.
Ao estudar as formas de distribuição de renda, Kalecki demonstra que no longo prazo e tendência é de que a produtividade aumente, fazendo com que os salários subam. Até aí ok, há uma lógica estabelecida, mas o que me interessou foi o segundo momento, ou seja, como há um crescimento da produtividade a longo prazo levando a um aumento nos salários, chegará um momento que os trabalhadores poderão rever as suas escolhas entre lazer e trabalho. Ou seja, os salários estarão num patamar ideal, num ponto em que o aumento da produtividade resultará em diminuição da jornada de trabalho.
Conclui-se que quanto maior a produtividade, maior é a possibilidade de se visualizar um salário ideal e uma redução na jornada de trabalho.
É claro que tudo isso não leva em conta o aumento da competitividade mundial, que faz com que o aumento da produtividade resulte em queda do preço (ou não) buscando conquistar mais mercados, fazendo com que os salários e a jornada de trabalho permaneçam os mesmos.
Mesmo assim, se levarmos em conta que a produtividade está crescendo num ritmo acelerado, pode-se inferir que esta produtividade venha resultar em bem-estar ao trabalhador após a queda de preços, desde que isso aconteça a nível agregado, uma vez que a queda de preço está diretamente relacionada com o aumento no salário real.
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