terça-feira, novembro 22, 2016

A PEC 55 e os prejuízos para a Educação pública


A PEC é uma proposta de emenda constitucional que visa congelar gastos por vinte anos do Ministério de Educação, dentre outros. Vamos imaginar que a Educação pública seja uma criança: No decorrer do tempo com seu desenvolvimento a criança vai tendo necessidades que precisam ser cobertas por gastos da família. Se no início gastava-se com fraldas, com o decorrer do tempo suas necessidades irão aumentar. As necessidades aos 15 anos são bem diferentes das necessidades iniciais da criança. Agora imagine que a família resolva congelar os gastos e apenas corrigir pela inflação do ano anterior. Se a família gastava R$150,00 por mês no início, com certeza este custo real deve aumentar para o dobro aos 10 anos, ou seja, R$300,00/mês. Estamos falando de custo real, sem levar em conta a inflação no período, ou seja os R$150,00 não serão suficientes para sustentar o adolescente de 15 anos.
A PEC se propõe a fazer isso com setores sensíveis de assistência ao povo brasileiro, ou seja, vai congelar gastos em educação e saúde por vinte anos.... vinte anos!
Esta medida não encontra justificativa em uma análise econômica: A teoria econômica tem três grandes linhas teóricas: Neoclássica, Keynesiana e Marxista, e nenhuma dessas linhas defendem a ideia de corte de gastos em áreas sensíveis. Por exemplo: A teoria neoclássica defende menos intervenção governamental na economia e equilíbrio nas contas públicas. Mas isso não significa menos gastos em Educação e saúde, significa que é preciso arrecadar o suficiente para manter o papel desempenhado pelo Estado quanto às obrigações nacionais. Não há nenhum país no mundo que pratica política econômica puramente neoclássica.
A teoria Marxista desenvolve um raciocínio baseado nos conflitos de classe. Também não há, até o momento nenhum país que adote uma política que vise a diminuição desse conflito sem que esbarre no tolhimento da liberdade.
A teoria Keynesiana estuda o comportamento das variáveis macroeconômicas como taxa de juros, taxa de câmbio, emprego, PIB e inflação. A teoria denota que em tempos de crise é necessária intervenção governamental para que a economia volte a crescer. Neste sentido, esta teoria prescreve que o governo deve aumentar seus gastos, incorrendo em déficits, para aumentar o volume de atividade econômica por meio de grandes obras, como construção de hospitais, escolas, estradas, portos, etc. A partir do aumento de gastos do governo ocorre o chamado efeito multiplicador, explicado pelo círculo virtuoso que se inicia pelo gasto do governo, que cria empregos em determinadas áreas, com o aumento do nível de emprego aumenta-se a renda dos trabalhadores, o que leva a aumento na demanda por bens. Quando aumenta-se a demanda por bens, os empresários tendem a aumentar seus investimentos, contratando mais trabalhadores, que por sua vez, alimenta o círculo virtuoso.
Esta teoria foi aplicada a políticas governamentais principalmente entre os anos 1950 e 1970. Mas até hoje ela utilizada por todos os países para arrefecer crises.
No caso da PEC, ela não encontra respaldo teórico na Economia, mas é possível estimar um cenário a partir de sua aplicação: O Brasil está em meio a uma grande crise econômica delineada por inflação acima de 10% ao ano, taxa de juros SELIC de 14,25% ao ano, queda no PIB, taxa de câmbio volátil, crescente desemprego e déficit fiscal.
Agora no final do anos de 2016, alguns números começam a se alterar: a inflação começou a cair, provavelmente fechará o ano em torno de 8%. A taxa de SELIC também está com viés de queda. Normalmente, em um cenários desses, já espaço para melhorias econômicas sem precisar de nenhuma magia (entenda-se políticas econômicas heterodoxas – que nunca foram tentadas em nenhum lugar do mundo, tipo Plano Cruzado na década de 1980). Neste cenários, com arrefecimento da taxa de juros, já há uma melhoria nas expectativas empresariais com aumento dos investimentos no setor produtivo. Estes investimentos tendem a diminuir a taxa de desemprego, aumentando a renda em circulação e a arrecadação do governo. Além disso, favorece o pagamento do chamado serviço da dívida, ou seja a parcela da dívida referente ao pagamento de juros.
Neste sentido, não nenhuma razão econômica para medidas radicais como a PEC 55.
Caso a PEC seja aprovada, a Educação pública viverá um processo de sucateamento, uma vez que os gastos não poderão ser aumentados conforme a demanda da população, ou seja, não será possível abrir novos cursos para atender o crescente aumento de novos nichos de mercado profissional. Com o decorrer do tempo, ficará mais difícil conseguir vagas em creches, escolas e universidades. Além disso, há a possibilidade de diminuição da qualidade do ensino pela falta de aquisição novos materiais e equipamentos didáticos. Mesmo que haja recursos para construção de novos espaços, não haverá recursos para manutenção (energia elétrica, água, servidores...)
Por outro lado haverá aumento na demanda por educação privada, a qual, com certeza terá políticas governamentais de subsídios.
O cenário que teremos, é que em vinte anos a educação pública esteja totalmente sucateada e o setor privado assumirá o papel de oferecer educação subsidiada pelo governo.
A grande questão: a economia melhorará com a PEC 55?
Não. O processo que leva ao crescimento econômico passa necessariamente pela qualificação dos trabalhadores para que haja aumento de produtividade e desenvolvimento de novas tecnologias e produtos. Foi o que fez, por exemplo, a Coreia do Sul. Com a PEC, teremos a quebra de empresas que forneciam serviços e produtos para o setor público, dado que não haverá expectativa de crescimento nestes setores, o que vai elevar o nível de desemprego.
Por que a PEC está sendo aprovada pelos políticos?
Está sendo aprovada como moeda de troca, o governo prometeu, dentre outras coisas, o aumento das verbas destinadas aos deputados e senadores. Ou seja, tira-se de setores como educação e saúde e distribui para que os políticos possam utilizar as verbas da forma que acharem mais conveniente. Um retrocesso em termos de planejamento econômico para o país.
Não precisamos de PEC. Precisamos de políticas econômicas consolidadas, que levem ao crescimento com maior distribuição de renda, educação e saúde para todos os brasileiros.

quinta-feira, junho 23, 2016

O que é valor?

O  valor é criado a partir do trabalho. Um exemplo claro da criação de valor parte do princípio de que a natureza pode oferecer formas de atender todas as necessidades. O valor surge a partir da criação de mercadorias que possam saciar as necessidades prementes do ser humano. Para tal, é necessário esforços a fim de obter as mercadorias úteis para se manter vivo.
É preciso distinguir valor de uso e valor de troca.
Valor uso se refere a uma relação do tipo M-D-M (mercadoria-dinheiro-mercadoria), na qual o trabalhador produz a sua mercadoria e vende para obter uma outra outra mercadoria de seu interesse. O trabalho para reproduzir determinada mercadoria é cristalizado pela transformação dos fatores de produção em bem final. A mercadoria adquire preço maior do que os insumos aplicados, esse valor é quantificado a partir do tempo de trabalho aplicado no processo de produção. De modo geral, podemos afirmar que o valor é resultado do trabalho aplicado no transcorrer da produção da mercadoria. Sem trabalho não há criação de valor.
O valor de troca só é visível em mercadorias que tem valor de uso.

sábado, outubro 17, 2015

Tempo

Tantos pedindo mais tempo
Tantos desperdiçando tempo....
Tempo
Todos querem
Tempo passado
Tempo presente
 Tempo futuro
O tempo que passa
Igual fumaça
Acaba em um instante
O tempo
O que fazemos com ele?
Alguns gostariam de ter mais tempo
Outros
Não se atentam ao tempo
Lembram
Quando não há mais tempo
O que fazemos com o tempo?
Depois do tempo
Há um vácuo...
Desconhecido?
Religioso?
Quem sabe?
Tempo presente

Presente.

terça-feira, setembro 02, 2014

Economia Temporal

Os estudos em Ciências Econômicas estão cada vez mais avançados. Um dos temas bastante trabalhado diz conta da Economia Regional, que tem como campo de estudos o espaço econômico. Dentre deste contexto, propõe-se aqui um novo conceito chamado de Economia Temporal.
O crescimento econômico, a partir de uma visão neoclássica, depende basicamente do trabalho e do capital. Numa perspectiva da Economia Regional, o crescimento econômico também depende das decisões locacionais dos agentes econômicos, assim, o crescimento econômico depende da localização. Pois bem, levando em conta que além do trabalho e capital é preciso também considerar o aspecto espacial, apresento aqui a necessidade de se levantar o aspecto tempo.
A Economia Temporal se propõe a estudar o crescimento econômico a partir do estudo do tempo. Embora seja bastante fácil de se perceber a influência do tempo na literatura econômica, não há uma linha teórica específica, que considere o tempo como uma variável independente.
Propõe-se, em breves linhas, algumas questões importantes:
Qual é o papel do tempo no crescimento econômico?
Como o tempo foi utilizado como forma de mensuração da evolução da Economia?
Enfim, deslumbra-se aí todo um campo de estudos e discussões importantes em volta da questão da Economia Temporal.

quinta-feira, setembro 05, 2013

Core competence

Competência significa compreensão seguida de ação. Core competence significa compreensão seguida de ação criativa, que visa a manutenção de um fluxo contínuo e inovativo.
Competências básicas são aquelas necessária para o desenvolvimento de determinada atividade, enquanto que core competence significa a utilização das competências básicas para que a organização tenha diferencial de mercado, que possa ter uma cultura de inovação em prol do crescimento sustentável do negócio.

Gestão do conhecimento em tempos acelerados

A gestão do conhecimento tornou-se chave para o sucesso das organizações. Principalmente para as organizações capitalistas, que precisam atingir metas de faturamento cada vez maiores. Nesse contexto, o controle exercido sobre os trabalhadores deve ser total, a ordem (implícita) é explorar ao máximo, sugar todos os potenciais ganhos.
A partir de nova configuração, o trabalhador precisa se qualificar dentro dos padrões exigidos. O padrão é obedecer sem pestanejar, cumprir com as metas e se entregar ao trabalho. Os tempos de trabalho e de não trabalho se confundem, tudo em nome da urgência em cumprir com as obrigações advindas do trabalho. O ritmo intenso torna-se habitual, o trabalhador torna-se refém do sistema perverso, um ciclo vicioso se inicia sem que haja solução no horizonte.
O avanço das novas tecnologias de informação aceleram os tempos disponíveis para a expropriação do mais valor, o trabalhador agora está equipado com aparelhos que permitem encontrá-lo, contatá-lo em qualquer lugar que se encontre. Não há mais limites entre o que é tempo dedicado à família e tempo dedicado ao trabalho.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Análise de artigo quanto aos aspectos estatísticos

WOLZ, A; FRITZSCH, J; PENCÁKOVÁ, J. Structural social capital and economic performance: Findings of empirical farm data in the Czech Republic. 46 Annual Meeting of the Germain Association of Agricultural Economists (Gewisola) in Giessen, 4-6. October, 2006.

Na Alemanha Oriental, Hungria, Eslováquia e na República Tcheca a produção agrícola é dominada pelas grandes fazendas. Pode se observar nestes países uma dualidade, de um lado há as fazendas particulares e por outro as grandes fazendas corporativas. Em ambos os grupos há aquelas que são mais produtivas do que outras. Muitos fatores podem influenciar:
Sistema de financiamento rural pouco desenvolvido e a precária reestruturação das fazendas levam a um acesso limitado aos financiamentos devido a falta de lucratividade, problemas colaterais, riscos e incertezas. Similarmente, o setor agrícola tem sido caracterizado pela fraca estrutura de capital humano para gerenciamento das fazendas particulares, pelas rápidas mudanças na política agrícola e pela estrutura legal incompleta. Tem sido argumentado que o baixo nível de capital social tem conduzido a um baixo desempenho econômico. O foco da análise será verificar se o capital social constitui um fator adicional para o crescimento do bem-estar econômico.
Capital social pode ser definido como uma rede de relacionamentos de negócios, normas e crenças que facilitam o partilhamento de informações, tomada de decisões e ações coletivas. Incentivos, custos, lucros esperados são discutidos como temas centrais que motivam as pessoas a cooperarem. A hipótese básica referente ao impacto do capital social assume que o bem-estar dentro do grupo geralmente será aumentado, tendo como senso de os ganhos coletivos compensam as perdas em grupo.
Capital social consiste numa rede de relacionamentos informal e organizações formais usadas por pessoas e produtores para produzir bens e serviços para seu próprio consumo, troca ou venda.
Na análise pode ser usado um limitado campo de indicadores, e concentrados nos membros da organização formal.
Assume que os membros nas organizações podem aumentar o desempenho econômico. A hipótese é de que o bem-estar econômico dos produtores agrícolas, no mínimo em alguma extensão, será determinado pela sua afiliação em determinado grupo.
A amostra inclui 42 fazendas corporativas e 20 particulares, os dados são de 2002. Dez variáveis foram colocadas em seis categorias (trabalho, terra, capital, capital social, padrão legal e produtividade) analisando sua influencia no desempenho econômico. Como variável dependente foi usada a produção agrícola.
As variáveis foram mensuradas da seguinte forma:
Trabalho: foi mensurado como a soma da jornada de trabalho total anual calculada pelo número total de força de trabalho multiplicado por 2.000 horas no caso de trabalhadores em tempo integral e 1.000 no caso de trabalhadores em regime parcial. A média ficou em 148.000 horas para fazendas corporativas e 4.000 horas para fazendas particulares.
Terra: mensurou-se toda área utilizada pelas fazendas. As fazendas corporativas tiveram uma média de 1.723,5 há, enquanto que as fazendas particulares ficaram com uma média de 112 há.
Capital: foi mensurado através do valor anual de depreciação do capital fixo das fazendas.
Produtividade: Foi utilizado como proxy a colheita média de cereais. Sendo que a média para as fazendas corporativas ficou em 3,5 ton/há e em 3.8ton/há para as particulares. A diferença não se mostrou estatisticamente significante (Mann-Whitney-Test).
Capital social: A análise ficou restrita à forma estrutural, dessa forma cinco variáveis puderam ser analisadas. Com respeito as organizações formais, quatro diferentes tipos puderam ser analisadas: a) A câmara de Agricultura; b) organizações de lobbyng política; c) organizações profissionais; e d) Organizações de marketing. A pesquisa mostrou que as duas formas legal de fazendas tem se afiliado as estas organizações formais, sendo que as fazendas corporativas se associam em maior grau.
Os estudos se concentraram mais nos canais de marketing como uma boa proxy de indicação da habilidade dos gerentes de construir suas redes de relacionamentos promovendo melhora na situação econômica. Os dois canais de marketing estudados foram: 1) que trabalhava em conjunto através de membros voluntários e; 2) demais formas de marketing isolado. O canal de marketing 1 é o que mais se aproximava como proxy para o alto nível da capital social. A escolha do canal pelas fazendas não foram significativas estatisticamente ((Mann-Whitney-Test).
Forma legal: Foram incluídas tanto as fazendas corporativas (42) como as fazendas particulares (20) que responderam ao questionário. Para a análise de regressão as fazendas corporativas serão identificadas com 0 e as particulares com 1.
Desempenho Econômico: Foi utilizada a renda bruta das fazendas calculada pelo produto total.

Análise fatorial
O foco do artigo foi testar a influência de capital social na renda bruta agrícola como indicador de desempenho. Através da análise dos componentes principais com rotação Varimax e normalização Kaizer, quatro fatores puderam ser extraídos do conjunto de nove variáveis, explicando 79,2% do total de variância nas variáveis incluídas. Somente fatores com um autovalor maior do que 1 são usados na análise adicional.
Pela tabela 1 chega-se a conclusão que o fator 1 mostra as três variáveis que descrevem a função de produção clássica indicando os fatores terra, trabalho e capital. Dois fatores indicam aspectos parciais do capital social através dos canais de marketing.
A análise demonstrou que o tamanho da amostra não está relacionada com a afiliação em organizações formais, e portanto com um alto nível de capital social.
Como um passo final o escores fatoriais para os quatro fatores independentes foram computados para substituir as nove variáveis no modelo de regressão múltipla para testar se os dois fatores que representam o capital social tem efeitos significante sobre a renda agrícola bruta.

Análise de regressão múltipla
Foi introduzida uma variável dummy para representar a forma legal das fazendas. Os resultados mostraram a mensuração da determinação em 0,52, o que indica que o modelo explica um pouco mais da metade da variabilidade na renda agrícola bruta. Além disso demonstrou que as variáveis terra, trabalho e capital são significativas, bem como a produtividade. Já a forma legal não mostrou influência significante na renda agrícola bruta, não sendo possível concluir se as fazendas particulares são mais ou menos eficientes que as fazendas corporativas.
Por fim, conclui-se que o capital social representado pelo canal de marketing que trabalhava em conjunto através de membros voluntários tem impacto significante no desempenho econômico das fazendas.

No geral o artigo procurou demonstrar a importância do capital social para o desempenho econômico das fazendas, pode-se dizer que obtiveram sucesso nesse quesito, embora a questão de composição do capital social seja mais ampla.
Quanto à identificação do grau de importância do capital social para cada tipo de fazenda, a análise fatorial não se mostrou suficiente para indicar o caminho, embora tenha mostrado as variáveis de forma correta quanto à função de produção.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Teorias de percepção e cognição

Goffman (1959) analisou o comportamento social como teatro. Para Goffman (1959), a aprendizagem social cria a disparidade entre as intenções do líder e o entendimento dos seguidores do que o líder está tentando fazer.
A vantagem no uso desta teoria está na sua aplicação dado o grande avanço na psicologia cognitiva e sua aplicação imediata em diagnósticos e em educação de liderança.

Theories attribution
Green e Mitchell (1979) formularam um modelo para estudar os processos de atribuição em líderes. O comportamento dos líderes é conseqüência da interpretação sobre o desempenho do subordinado. Meindl, Ehrlich e Dukerich (1985), juntamente com Pfeffer (1977) e Calder (1977), concordam que há uma tendência em atribuir mais ao subordinado à causa do que às circunstancias situacionais.

Information processing

Newell e Simon (1972); Lord (1976): é esperado que um líder dedique mais esforços para o desenvolvimento de uma orientação e definição do problema ou de grupo quando há falta de estrutura. Sugestões sociais e simbologia ganham maior importância na explicação da liderança se o enfoque baseado em processamento de informação e utilizado. Tanto a teoria como a evidencia mostram que as percepções dos líderes são baseadas largamente no reconhecimento espontâneo.

Open-systems Analysis
Em sistemas abertos, o efeito dos resultados (output) no ambiente servem como feedback e novos elementos de entrada (inputs).
Katz e Kahn (1966): Níveis de energia podem ser aumentados através da seleção de líderes e seguidores com maior motivação individual ou pelo crescente reforço advindo dos outputs.

“Incorporating macro and micro levels”
Bowers e Seashore (1966): four-factor theory
Osborn e Hunt (1975): adaptive-reactive model que incorpora macro-variáveis como restrição do ambiente ou demanda organizacional como antecedente do comportamento dos líderes.
Bass e Valenzi (1974): Open-sistem model of leader-follower relationships, influência e resultado para fora do ambiente. O modelo demonstra que o líder será mais efetivo se perceber que possui mais informação e poder do que seus subordinados.
Jacobs e Jaques (1987) formularam uma teoria que explica os requerimentos necessários para liderança nos diferentes níveis hierárquicos.

Rational-Deductive Approach
Vroom e Yetton (1974): formas de decisão que o líder deve tomar dada situação, seja em grupo ou individualmente.

Hybrid Explanations
Explanações cognitivas, comportamentais e interacionais são requisitos para entender a relação entre líder e seguidor e os resultados que advem dessa relação.
Gilmore, Beehr e Richter (1979): a qualidade do trabalho dos subordinados é baixo quando o líder tem iniciativa, mas pouca consideração.
Winter (1978) desenvolveu um modelo complexo que combina aspectos de traços, reforço, comportamento, abordagens cognitivas e de retroalimentação (feedback loops) do sistema de análise.
Johnston (1981): holistic leader/follower grid
Tomassini, Solomon, Romney e Krogstad (1982) construiram um modelo cognitivo/comportamental no qual a influência dos líderes se interaciona com o comportamento do subordinado no trabalho e identifica as situações que circunscrevem o que o líder pode fazer.

Transformational Leadership
Holander ( 1986) Liderança sendo contingenciada pela condição de traços e situações envolvendo uma transação ou troca entre o líder e o liderado. Nesta visão, líderes trocam promessas de recompensas e benefícios por comprometimento do liderado.
Downton (1973), Burns (1978): o líder questiona o liderado no sentido de que o liderado transcenda seu interesse próprio em prol do interesse do grupo, organização ou sociedade.
Bass (1985) propôs que o líder transformacional aumenta os efeitos do líder transacional em termos de esforços, satisfação e efetividade dos subordinados.

Tichy e Devanna (1986) descrevem que a natureza hibrida do líder transformacional não é devido ao carisma, mas que é um processo comportamental capaz de ser aprendido e gerenciado.

Estudos do fator analítico feitos por Bass (1989), Hater e Bass (1988), Seltzer, Numerof e Bass (1989) sugerem que o líder transformacional pode ser conceitualmente organizado através de quatro dimensões: líder carismático, líder inspiracional, estimulação intelectual e considerações individualizadas.

O líder transformacional está muito próximo do tipo de líder que as pessoas tem em mente quando descrevem um líder ideal.

Teorias e modelos de processo interativo em liderança

Fulk e Wendler (1982) e Greene (1975) concordam que se a performance dos subordinados (seguidores) é boa, então o líder terá mais consideração com eles, e que por conseguinte, terão mais consideração para com os líderes. Se os seguidores não tem uma boa performance, então os líderes procurarão tratar o problema com comportamentos estruturantes, com isso a satisfação dos seguidores não aumenta.

Modelo Multiple-linkage

O modelo de Yukl (1971) propõe que os esforços dos subordinados e sua habilidade em fazer as tarefas, juntamente com o papel do líder, os recursos disponíveis e a coesão dos grupos, tudo isso contribui para moderar os efeitos do comportamento do líder sobre os resultados do grupo.

Modelo Multiple-screen

Fiedler e Leister (1977) tentam explicar a relação entre a inteligência do líder e sua performance no grupo.

Vertical-dyad Linkage

A díade vertical do chefe e subordinado é característica de uma ligação interativa de influência mútua. Graen (1976) enfatiza o relacionamento entre o líder e cada seguidor individual, muito mais do que do líder com o grupo como um todo. Segundo Vecchio e Gobdel (1984), como conseqüência, os membros dentro do grupo tem um melhor desempenho e ficam mais satisfeitos do que se estivesse em outro grupo.

Exchange theories

Baseado na hipótese de que a interação social representa uma forma de troca (GERGEN, 1969; HOMANS, 1958; MARCH e SIMON, 1958; THIBAUT e KELLEY, 1959). As interações são contínuas enquanto cada membro achar que as trocas sociais são mutualmente recompensadoras.
De acordo com Jacobs (1970), o grupo fornece status e estima ao líder em troca de suas contribuições originais para a obtenção de objetivos do grupo.

Teorias comportamentais

Enfatizam o comportamento do subordinado quando da punição ou recebimento da recompensa devido ao seu desempenho.